Em 2018, a empresa buscou novas oportunidades no mercado e passou a oferecer serviços especiais

Criada em 1970 e sediada no bairro Nova Granada, na região Oeste de Belo Horizonte, a Lafaete – especializada em soluções construtivas – atravessou a crise econômica apostando no aumento da produtividade, com redução de custos e inovação.

Em 2018, a empresa buscou novas oportunidades no mercado e passou a oferecer serviços especiais, desenvolvendo atividades voltadas para a prestação de serviços de terraplanagem, transporte e logística de materiais. A expectativa para este ano é obter um aumento de 100% na demanda pelos serviços em relação a 2018.

De acordo com o diretor de operações e engenharia da Lafaete, Edison Tateishi, no ano passado, foram realizadas seis obras para uma grande mineradora e para uma construtora – que atua nos segmentos de construção pesada e civil – nos estados do Pará e do Maranhão. A Lafaete atuou no setor de terraplanagem e transporte, totalizando uma área de quase 10 quilômetros de ferrovia.

“O mercado de construção sofreu e ainda sofre muito com essa crise. Por isso precisamos buscar a diversificação do nosso portfólio de serviços. No auge do crescimento econômico brasileiro nem tínhamos tempo para pensar nisso. Então fizemos um trabalho de base pelo qual estamos colhendo os frutos agora. Não deixamos em nenhum momento de investir, mesmo que fosse pouco em relação ao que queríamos antes. No segundo semestre do ano passado, tivemos uma boa recuperação no volume de negócios e em 2019 buscamos recuperar a rentabilidade”, explica Tateishi.

Para oferecer os serviços, que contaram com o suporte dos engenheiros da própria empresa, a Lafaete contratou encarregados de terraplanagem, técnicos de segurança e cerca de 60 operadores e motoristas. “Esse é um indicador importante. Como empresa temos um papel social a desempenhar e gerar empregos de qualidade faz parte dessa missão”, destaca.

O início de 2019, porém, impôs um desafio inesperado à empresa, como de resto, a toda sociedade mineira. O desastre causado pelo rompimento da barragem do Feijão, de responsabilidade da mineradora Vale, em Brumadinho, na Região Metropolita de Belo Horizonte (RMBH), no dia 25 de janeiro, deve suspender contratos e paralisar obras em que a Lafaete tinha participação através de serviço e/ou locação de máquinas e caminhões diretamente para a mineradora ou para suas terceirizadas.

Cenário – “Acompanhamos a situação em Brumadinho com muito pesar e preocupação. Temos contratados diretamente com a Vale cerca de 20% do nosso faturamento. Esse valor pode chegar até 30% somando os contratos com as terceirizadas. Existe o lado mais sombrio para nós que é a paralisação de obras que estavam em andamento. Ninguém sabe o que vai acontecer agora com cada uma delas. De outro lado, podem surgir oportunidades com a melhoria das barragens e recuperação de áreas afetadas. Trabalhamos com a Fundação Renova, em Mariana. Pode ser que tudo isso gere oportunidades também com outras mineradoras que vão precisar rever as estruturas com as quais operam atualmente. Mas ainda é muito cedo para pensar e para falar nisso” avalia o diretor de operações e engenharia da Lafaete.

Já para o ano que vem, a empresa planeja a abertura de uma nova filial na Bahia e outra no Sul do Brasil. Elas se somarão às outras nove existentes: Porto Velho (RO), Duque de Caxias e São João da Barra (RJ), São Luís e Imperatriz (MA), São Paulo e Mirassol (SP), Parauapebas (PA), Jaboatão do Guararapes (PE).

A internacionalização também já faz parte dos planos estratégicos da empresa. “A Bahia é o plano mais adiantado. Já a internacionalização é ainda um estudo incipiente, mas já detectamos o Canadá, país em que já temos alguns relacionamentos, como um mercado bastante interessante”, antecipa o executivo.