Créditos: José Gomercindo/ANPr

Os produtores rurais de Minas Gerais seguem otimistas em relação às atividades agrícolas e pecuárias. No Estado, ao longo dos nove primeiros meses da safra 2018/19, foi verificada alta de 5% nos recursos liberados através do Plano Agrícola e Pecuário (PAP). Entre julho de 2018 e março de 2019, os desembolsos alcançaram R$ 16,6 bilhões. Minas Gerais responde por 13% do crédito agrícola e pecuário destinado para o País, que, no período, somou R$ 128,4 bilhões. Dentre as linhas, destaque para o crescimento de 7% observado nas liberações para investimento. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Ao todo, foi verificada alta de 8% no número de contratos do crédito rural no Estado, somando 157,8 mil aprovações. Do total de R$ 16,6 bilhões liberados para Minas Gerais, R$ 11,29 bilhões foram destinados à agricultura, variação positiva de 8%. Para a pecuária, os desembolsos somaram R$ 5,31 bilhões, queda de 1% frente ao valor liberado em igual período da safra anterior.

Em Minas Gerais, somente na linha de investimento, os desembolsos alcançaram R$ 3,6 bilhões, variação positiva de 7%. Ao todo, foram aprovados 80.568 contratos, número 29% maior. Para aportes na agricultura, foram destinados R$ 2,06 bilhões, aumento de 21% frente aos R$ 1,7 bilhão liberados nos primeiros nove meses da safra anterior. Na pecuária, houve queda de 7% na linha de investimentos, com a liberação de R$ 1,54 bilhão.

De acordo com o subsecretário de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, o aumento observado na linha de investimento é importante e mostra que o produtor rural está investindo em infraestrutura.

“Ao acessar a linha de investimentos, os produtores rurais estão aprimorando as estruturas, investindo na otimização dos processos, em máquinas, aumento de performance, estrutura de armazenagem, entre outros. Estamos percebendo maior número de produtores buscando esta linha, e isso é muito significativo”, explicou.

Custeio – Segundo dados da Seapa, outra linha que apresentou maior demanda foi a de custeio, que é utilizada para cobrir as despesas do ciclo produtivo. Entre julho de 2018 e março de 2019, foram desembolsados R$ 9,23 bilhões para o Estado, crescimento de 4% quando comparado com os R$ 8,84 bilhões aplicados em igual período da safra anterior. Foram aprovados em torno de 73,9 mil contratos, queda de 8%.

Para a agricultura, o volume de crédito da linha de custeio cresceu 4%, com o desembolso de R$ 6,3 bilhões. O número de contratos aprovados caiu 9% e somou 43.092.

Na pecuária, a alta foi de 7% com a liberação de R$ 2,93 bilhões e houve um total de 30.868 contratos, com este último representando uma variação negativa de 7%. Em março, o crédito liberado para a linha de custeio foi destinado, principalmente, para as culturas do café (R$ 129,7 milhões), soja (R$ 46,53 milhões) e alho (R$ 41,02 milhões).

Na linha de comercialização, de acordo com os dados da Seapa, nos primeiros nove meses da safra 2018/19, os desembolsos para o Estado alcançaram R$ 3,57 bilhões, ficando estável frente ao valor gerado no mesmo período da safra anterior. A aprovação de contratos ficou 4% maior e totalizou 3.251.

A agricultura ficou com a maior parcela dos recursos da linha de comercialização. Dos R$ 3,57 bilhões, R$ 2,78 bilhões foram destinados ao setor, alta de 6% quando comparado com os R$ 2,62 bilhões liberados anteriormente. Foram aprovados 2.542 contratos, volume 5% superior.

No período, foi verificada queda de 16% nos desembolsos para a comercialização na pecuária, com os recursos somando R$ 790 milhões. A aprovação de contratos caiu 2% e encerrou o intervalo em 709.