Para este ano, a Log já conta com 130 mil metros quadrados de áreas em galpões em construção - Foto: Divulgação

A Log Commercial Properties, que tem a maior parte do seu capital (29,9%) atrelado à família Menin, dona da belo-horizontina MRV Engenharia e Participações e do Banco Inter, aumentou sua área bruta locável (ABL) em 10% ao longo de 2018 e mesmo assim terminou o exercício com taxa de vacância de apenas 5,9%. O lucro líquido da empresa foi de R$ 47 milhões no ano passado, 25,9% de alta na comparação com o resultado de 2017 (R$ 37,4 milhões).

“Começamos 2018 com vacância de 8,7% e, mesmo crescendo nosso portfólio em 10% ao longo do ano, reduzimos a vacância para 5,9% ao final do exercício. Isso mostra como a demanda pelos nossos ativos está aquecida”, afirmou o presidente da Log, Sérgio Fischer.

A taxa de vacância conquistada pela Log ao final de 2018 (5,9%) é bem menor que a média nacional, de 21%. E, para este ano, a empresa já tem 130 mil metros quadrados de área de galpões logísticos em construção, o que representa um crescimento em torno de 20% no portfólio. “Desses 20%, cerca de 70% já estão pré-locados”, destacou Fischer.

Ao final do ano passado, a Log tinha 1,534 milhão de metros quadrados em ABL em potencial de galpões, 1,8% a mais do que os 1,507 milhão de metros quadrados que a empresa tinha ao término de 2017. Em ABL entregue, são, ao todo, 752,2 mil metros quadrados contra 681,6 mil quadrados, alta de 10,8%, em igual comparação.

De acordo com o presidente da companhia, a Log tem em carteira aproximadamente 200 clientes. Dentre eles se destacam as empresas dos setores de bens de consumo, com participação de 16,9%; alimentos e bebidas (16,5%); farmacêutico (14,3%); logística (8,8%) e guarda documental (7,9%). “Isto é fruto da nossa diversificação geográfica e do nosso modelo de negócios, que permite a utilização por qualquer setor e qualquer tamanho de operação, desde indústria até atacadistas”, pontuou.

A Log encerrou 2018 com receita operacional líquida de R$ 104,8 milhões sobre os R$ 99,4 milhões em 2017, alta de 5,4%. No mesmo confronto, o ebitida ajustado (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 86,6 milhões, contra R$ 79,8 milhões, aumento de 8,5%. A margem ebitda terminou o ano passado em 82,6%.

Captações – Ao longo do ano passado, a Log também aproveitou o cenário de juros básicos da economia (Selic) baixos para os padrões do País e alongou o perfil de endividamento. Somente no último trimestre de 2018, a empresa realizou duas captações com duas operações de emissões de debêntures, uma que levantou R$ 150 milhões e outra R$ 70 milhões. Ambas as transações permitiram a redução de custos com dívidas e o alongamento do endividamento.

“Devemos isso à capacidade de acessar um mercado de dívida cada vez melhor, com a Selic baixa. Fizemos o pré-pagamento de algumas dívidas que estavam caras e mudamos esse perfil de endividamento. Estamos otimistas e devemos ter um crescimento mais robusto ao longo de 2019”, disse Fischer.

Foi também no último trimestre do ano passado que a Log entrou para o segmento do Novo Mercado, na B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo). De lá para cá, as ações da companhia cresceram cerca de 13% em valor.