Vasconcellos: presença da TIM em Minas é muito forte - Divulgação

Depois de traçar novas estratégias e dar mais atenção aos planos pós-pagos e mudar o posicionamento de marca no ano passado, a TIM comemora bons resultados em 2018, especialmente no terceiro trimestre, cujo relatório acaba de ser divulgado.

De acordo com o documento, no 3º trimestre/18, a TIM apresentou o maior Ebitda para um terceiro trimestre em sua história: R$ 1.657 milhão, com avanço de 8,6% na comparação anual. Esse é o nono trimestre consecutivo com expansão e no acumulado de 2018, o Ebitda está em R$ 4.694 milhões, aumento de 12,3% em relação ao mesmo período de 2017. Já o lucro líquido é de R$ 388 milhões no 3T18, resultado 38,9% superior ao do mesmo período de 2017.

Por mais um trimestre, a TIM registra crescimentos em todas as unidades de negócio, com aumento do serviço móvel, do serviço fixo e dos produtos. A receita líquida totaliza R$ 4.261 milhões no 3º trimestre/2018, incremento de 4,4% em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, e atinge R$ 12.571 milhões nos três primeiros trimestres do ano, com alta de 5,0%.

Segundo o diretor da regional Sudeste da TIM, Bruno Vasconcellos, a virada de estratégia começou em maio de 2017, com o lançamento do TIM Black. “O que vemos de resultado em 2018 não foi plantado esse ano. São ações que começaram no ano passado. Um novo portfólio de pós-pagos e um novo posicionamento de marca. Éramos conhecidos pela força no pré-pago, mas esse é um modelo em queda. Estamos alavancando os resultados no mercado de pós-pago”, explica Vasconcellos.

A receita de serviços, que subiu 3,3% no período e 5,1% no acumulado do ano, foi impulsionada pela performance da TIM Live, que registra crescimento de 35,7% e do aumento da base de clientes no segmento pós-pago com alta de 17,1%, o que representa 2,9 milhões a mais de consumidores frente ao terceiro trimestre do ano anterior. Nos últimos 12 meses, a operadora confirma a liderança do mercado em adições líquidas de pós, que continua a crescer em relevância e já representa 34,9% da base total com 19,6 milhões de clientes. A TIM segue líder na cobertura 4G, registrando expansão de 47%, com 3.172 cidades e cobrindo 92% da população urbana do País, com 33,1 milhões de usuários.

“Com o tempo, readequamos o plano controle que passou a ser mais acessível, inclusive a política de preços. Ele fica mais barato ou com mais benefícios. Turbinamos nossos planos, liberamos os aplicativos mais usados e melhoramos o pacote de dados. O serviço de telefonia móvel já virou uma commodity e abrange todas as faixas etárias, então precisamos oferecer benefícios aos nossos clientes para que eles fiquem conosco”, destaca o executivo.

A TIM manteve a liderança na cobertura 4G, registrando expansão de mais de 750 cidades em comparação com 2017, totalizando 3.172 cidades e cobrindo 92% da população urbana do País ao fim do terceiro trimestre. Como resultado, 73% do tráfego de dados dos clientes da TIM foram realizados na rede 4G no período, alta de 19 p.p. em relação ao trimestre do ano anterior.

Mesmo patamar alcançado uso do 4G na frequência 700 MHz em todo o Brasil, com 1.172 cidades cobertas, atingindo 56% da população urbana. O uso dessa frequência proporciona maior velocidade de download e upload e menor latência, além de aumentar a cobertura indoor e a penetração do sinal.

Relevância – Ao explicar os bons resultados do terceiro trimestre de 2018, a operadora destaca a importância de Minas Gerais para os negócios e estratégias da companhia. O Estado apresenta uma série de características e desafios próprios e está no centro da atenção dos executivos.

A operadora tem 4,2 milhões de clientes em Minas Gerais, ocupando a 2ª posição de market share no Pós-pago, com 19,65% de mercado, e a 3ª posição de market share no Pré-pago, com 23,1%. Mas de acordo com Vasconcellos, não é só o tamanho do mercado mineiro que impressiona a companhia e faz com que o Estado seja estratégico para o alcance dos resultados. A própria localização geográfica central que permite o contato direto com outras praças importantes faz com que Minas tenha posição de destaque.

“Hoje a presença da TIM em Minas Gerais é muito forte. Pelo tamanho do mercado atacado, é um mercado prioritário. Dividimos o Brasil em cinco áreas de atuação, algumas classificadas com alta base de clientes e outras com média/baixa. Dentro de Minas tenho as duas situações. Temos DDDs no interior em que a base não é tão grande, que são áreas de ataque. Como tem divisas com outros importantes estados podemos observar o comportamento de outras praças olhando só pra Minas Gerais. Esse é mais um ponto estratégico importante. Além disso temos um bom nível de aceitação entre os clientes e o menor grau de rejeição entre as operadoras que atuam no território”, afirma Vasconcellos.

Destaques – Entre os investimentos de destaque no Estado estão a abertura de lojas digitais, lançamento do VoLTE em Belo Horizonte, ativação da plataforma NBIoT (Internet das Coisas) em Santa Rita do Sapucaí e Itajubá, no Sul de Minas, em parceria com o Instituto Nacional de telecomunicações (Inatel), no começo de novembro.

A plataforma, que permite viabilizar o desenvolvimento de soluções de Internet das Coisas (IoT), foi liberada pela operadora na cidade que abriga a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) para que alunos de graduação e mestrado da instituição, junto com startups coordenadas pela Associação Itajubense de Inovação e Empreendedorismo (INOVAi), utilizem a plataforma IoT Accelator, da Ericsson, para desenvolver soluções para os setores de Saúde, Indústria, Educação e Segurança.

“A vanguarda está no DNA do Inatel. Vendo que a IoT é a tendência mais importante do mercado que o quanto ela pode facilitar a vida das pessoas, percebemos que precisamos participar do desenvolvimento dessa tecnologia para estarmos prontos e sermos pioneiros para oferecer isso para os clientes. Nesse sentido, mais uma vez, Minas Gerais se destaca.

Tudo que acontece em Santa Rita do Sapucaí e em Itajubá é muito inovador. E, em 2019, vamos manter o ritmo dos investimentos no Estado, ampliando a rede de atendimento físico aos clientes, inclusive com uma inauguração no Centro de Belo Horizonte e a reforma de lojas para o novo padrão. Vamos continuar ampliando a rede e trabalhando nas estratégias para aumentar os benefícios para o cliente”, destaca o diretor da regional Sudeste.

Com duração prevista de dois anos, além de 40 especialistas do Inatel, entre pesquisadores e doutores, o acordo vai permitir também que se estude mais o desenvolvimento do IoT Móvel no Brasil. Essa tecnologia, que é considerada um elemento-chave para o desenvolvimento do 5G, pode ser utilizada em rastreamento de ativos industriais e monitoramento de segurança.

O acordo de parceria faz parte do programa de Open Innovation da TIM e prevê uma série de ações e pesquisas, com a finalidade de desenvolvimento de serviços inovadores e o aperfeiçoamento de soluções. A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) também faz parte do programa, com uma parceria para cooperação e intercâmbio científico e tecnológico entre a operadora e os alunos e professores da instituição.