Foto: Divulgação/BMG

São Paulo – O banco mineiro BMG, da família Pentagna Guimarães, viu seu lucro líquido recorrente crescer 201,5% no terceiro trimestre deste ano, totalizando R$ 77 milhões, ante mesmo intervalo de 2017, de R$ 25 milhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, quando a cifra foi de R$ 67 milhões, o crescimento foi de 15,3%.

No acumulado do ano até setembro, o lucro líquido recorrente do BMG alcançou R$ 196 milhões, cifra 129,2% superior à vista em idêntico intervalo de 2017, de R$ 86 milhões.

IPO – O BMG deveria protocolar, ainda na sexta-feira (19) – conforme antecipou, na quinta-feira (18), a Coluna do Broadcast -, pedido para listar suas ações na B3. A oferta do mineiro é esperada para movimentar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão, avaliando o banco em quase R$ 5 bilhões. Nos bastidores, contudo, o BMG quer mais, de acordo com fontes de mercado.

A oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do banco está sendo coordenada por Itaú BBA, JPMorgan, Brasil Plural, XP Investimentos e, conforme informou na quinta a Coluna do Broadcast, o grupo passou a contar com Citi e Banco do Brasil. O BMG fez, nesta semana, conforme fontes, uma nova rodada de reuniões com bancos assessores. Sua ideia é emplacar o IPO após as eleições no Brasil, independentemente do resultado das urnas.

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Carteira de crédito – O BMG encerrou setembro com carteira de crédito total de R$ 9,265 bilhões, montante 1,9% maior na comparação com o final de junho e 10,4% superior em um ano. Destaque para a carteira de varejo, que cresceu 2,9% e 19,1%, respectivamente. Em contrapartida, a de atacado se reduziu em 0,2% no comparativo trimestral e em 7,6% em 12 meses.

Ao fim do terceiro trimestre, o BMG somava R$ 16,959 bilhões em ativos totais, cifra 4,4% maior em um ano. No trimestre, a alta foi de 4,9%. Já o seu patrimônio líquido foi a R$ 2,757 bilhões, com expansão de 6,1% e 2,1%, nesta ordem.

O retorno sobre o patrimônio líquido recorrente (ROAE) do BMG estava em 13,1% no terceiro trimestre, ante 11,7% no segundo e 4,6% em um ano. Já o índice de Basileia, que mede quanto um banco pode emprestar sem comprometer o seu capital, foi a 13,1%, ante 13,9% e 17,6%, respectivamente.

O BMG destaca ainda, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras publicadas na sexta, que, avançando em sua estratégia de banco digital, lançará, em 28 de outubro, o seu Full Digital Bank e que já possui mais de 500 mil downloads de seus aplicativos de cartão consignado e investimento.

“Especialista no que o cliente precisa, o BMG encerrou o trimestre com 3,6 milhões de clientes ativos e conquistou 2,1 mil novos clientes por dia nos últimos nove meses”, acrescenta o banco.

O banco mineiro é líder no mercado de cartão de crédito consignado, com mais de 65% de market share, e ocupa ainda a posição de sexto maior emissor de cartões de crédito entre as instituições financeiras. Nos nove primeiros meses deste ano, o banco emitiu mais de 560 mil novos cartões.

O BMG, que no passado teve uma joint venture em crédito consignado com o Itaú Unibanco, foi fundado há quase 90 anos por Antônio Mourão Guimarães. (AE)