São Paulo – O presidente do Magazine Luiza, Frederico Trajano, afirmou que a companhia concluiu um ciclo iniciado nos anos 2000 de integração dos canais de loja física e e-commerce. Segundo ele, a empresa entra agora em um ciclo de se transformar em uma plataforma digital, que atende outras empresas e passa a “crescer com o ativo dos outros”.


O executivo considerou que a aquisição da empresa de tecnologia Softbox, anunciada na sexta-feira (14), vai potencializar a evolução da companhia nessa direção. Fundada há 13 anos em Uberlândia, Minas Gerais, a Softbox reúne 180 desenvolvedores e tem o objetivo de apoiar varejistas ou fabricantes de bens de consumo a vender digitalmente ao cliente final. Trajano afirmou que a empresa “tem capacidade grande de desenvolvimento de tecnologia para empresas que hoje nem podem vender no marketplace”.


“Existem milhões de empresas que poderiam vender na internet e não tem condições. A Softbox vai entrar nesse ‘blue ocean’. O jogo do marketplace não está ganho, é um negócio que está apenas começando», disse ele.


O Magazine Luiza já atua no modelo de marketplace, no qual varejistas ou fabricantes negociam produtos na plataforma de e-commerce da companhia pagando uma comissão pelas vendas. Trajano considerou que hoje há uma série de empresas que poderiam ser clientes mas que precisam de apoio antes de começar a vender on-line.


“Deixamos de ser uma empresa digital multicanal para ser uma plataforma digital multicanal. O mundo inteiro caminha para ter plataformas, ecossistemas completos”, comentou o presidente do Magazine Luiza. 

Funcionários – O Magazine Luiza contratou 5,3 mil trabalhadores intermitentes este ano, segundo afirmou a diretora de Gestão de Pessoas da companhia, Patricia Pugas. Em reunião com analistas e investidores, ela considerou que a empresa está “muito adiantada” na adoção da nova prática de contratação permitida pela reforma trabalhista e que o foco é a utilização dessa mão de obra para atendimento em momentos de pico de demanda.


O presidente da companhia, Frederico Trajano, afirmou que a adoção do contrato intermitente não reduziu as contratações de trabalhadores fixos. Em 2018, o total de trabalhadores contratados também aumentou, com 5,1 mil.


“Temos aumentado o número de empregos fixos. É muito importante que todos nós empresários coloquemos a verdade no mercado para impedir que o Brasil retroceda a uma das mais pré-históricas legislações trabalhistas do mundo”, disse Trajano.


Segundo ele, a companhia tem enfrentado algumas batalhas jurídicas em primeira instância, mas acredita que vai obter vitórias em instâncias superiores porque “está cumprindo exatamente o que foi aprovado no Congresso”. (AE)