Os correntistas do Banco Inter são jovens: cerca de 70% têm entre 20 e 36 anos e renda média de R$ 4 mil. Eles estão principalmente em três grupos. Os que trocaram de banco tradicional para o digital somam cerca de 55%; os millennials, que abriram a sua primeira conta no Banco Inter, são 30% e, por fim, os chamados não bancarizados representam cerca de 15%.

Segundo o vice-presidente do Banco Inter, Alexandre Riccio, os dados indicam que o banco digital atinge principalmente pessoas que estão em uma transição geracional e que veem vantagens reais no serviço prestado pelo banco digital, como economia de tarifas, praticidade.

De acordo com Riccio, os correntistas do Inter estão em 5.100 cidades do Brasil. A presença é mais elevada quanto maior a população e o PIB. Ele explica que isso ocorre porque o interessado precisa de acesso à internet e de um celular com uma câmera razoável para ser cliente do banco. Atualmente, o maior número de clientes do Banco Inter está na cidade de São Paulo.

Serviços – Para atender aos clientes, são 50 pontos destinados ao crédito imobiliário. Os saques podem ser feitos em caixas 24 horas, sendo cerca de 30 mil espalhados pelo País.
Riccio explica que o banco digital é comumente comparado a um supermercado, onde não se cobra pela entrada, mas por produtos. Dessa forma, o banco é remunerado quando o cliente usa o cartão de débito, compra seguro, faz empréstimos, entre outros.

E o que torna possível a oferta gratuita da conta corrente é o baixo custo operacional garantido pelos meios digitais, que dispensam um grande número de agências, entre outras estruturas. (AAH)