CRÉDITO: ARQUIVO DC

Brasília – O Brasil registrou criação líquida de 173.139 vagas formais de emprego em fevereiro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), resultado que sinaliza uma retomada consistente para 2019, avalia o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

Na opinião do secretário, os sinais enviados pelo Ministério da Economia e pelo governo do presidente Jair Bolsonaro têm dado mais confiança ao mercado.

O dólar teve na última sexta-feira (22) a maior alta percentual ante o real em 22 meses, fechando acima de R$ 3,90. Os juros experimentaram a pior semana desde fevereiro, enquanto o Ibovespa voltou ao patamar de meados de janeiro.

O resultado do Caged em fevereiro veio acima das estimativas de analistas consultados em pesquisa Reuters, que projetavam criação líquida de 82 mil postos.

Segundo o ministério, o resultado de fevereiro é o melhor para o mês desde 2014. Para Marinho, é um sinal de que esse cenário deve se repetir ao longo do ano.

“Há uma sinalização de que a retomada dos empregos será consistente este ano”, disse.

Ele explicou também que esse ganho de tração dos empregos se dá pelos sinais dados em direção a uma economia mais liberal sob a batuta do presidente Jair Bolsonaro.

“Esse número de empregos gerados no mês de fevereiro, que foi bem acima até do que o próprio mercado previa, é uma demonstração das mudanças propostas na economia no governo de Bolsonaro”, completou.

Estas, por sua vez, seriam medidas de desburocratização e flexibilização, que, para o secretário, “passam confiança à economia real no sentido de retomar o processo de contratações”.

Fevereiro – Dos oito setores pesquisados pelo Caged, sete ficaram no azul. O maior ganho líquido foi em serviços, com abertura líquida de 112.412 postos de trabalho.

Em seguida vieram indústria da transformação (saldo positivo de 33.472), administração pública (+11.395), construção civil (+11.097) e comércio, com 5.990 novas vagas.

Também ficaram no azul extrativa mineral (+985) e serviços industriais de utilidade pública (+865). Contudo, a agropecuária registrou fechamento líquido de 3.077 vagas.

Houve 19.030 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, modalidade criada após a reforma trabalhista.

No mesmo âmbito, foram criados 4.346 vagas de trabalho intermitente e 3.404 postos de trabalho em regime de tempo parcial.

No primeiro bimestre do ano, houve criação líquida de 207,4 mil vagas, 68,4 mil a mais ante o mesmo período do ano passado, quando o resultado era positivo em 139 mil, de acordo com o ministério. (Reuters)