Busca por segurança e novas regras que regulam o uso de dados dos usuários no Brasil devem impulsionar os resultados - Foto: Pixabay

Em nova rodada do estudo especial sobre Digital Commerce, que agrega venda de produtos novos e usados de empresas para consumidores (B2C) e de consumidores para consumidores (C2C), além de serviços (turismo, locação de veículos e ingressos), a Ebit|Nielsen verificou no ano passado um volume financeiro de R$ 112,19 bilhões.

Em 2017, a taxa de crescimento desse mercado foi de 19,9%, alavancado principalmente pelos marketplaces de produtos novos e usados (B2C e C2C) e Artesanato, como Mercado Livre, Elo7 e Enjoei. O segmento de marketplaces de produtos novos e usados teve um crescimento nominal de 62,4%, contra o ano anterior (2016).

Dentro do mercado de Digital Commerce em 2017, o Turismo On-line foi o segundo setor de maior crescimento nominal (de 17,8% contra 2016) e participação em volume financeiro (de 31,3%). Apesar desse aumento de faturamento, foi constatada uma diminuição no número de pessoas que viajaram em 2017. Em pesquisa online aplicada pela Ebit, entre 22 de março e 03 de abril de 2018, foi revelado que 64% dos entrevistados viajaram em 2017, contra 70% em 2016.

O segmento de Ingressos On-line (para cinema, shows, teatro e eventos esportivos) foi o que menos avançou em 2017, conquistando um crescimento nominal de 4,8% em comparação a 2016. Importante frisar que o ano anterior teve como impulsionador parte das vendas dos ingressos dos Jogos Olímpicos Rio 2016, fechando o período com receita de R$3,7 bilhões.

A participação do segmento de Ingressos é de 3,3% do Digital Commerce. “Apesar desses números, este setor é um dos mais promissores, já que, ano a ano, cresce o número de eventos esportivos e culturais no país. Uma das barreiras, no entanto, é o preço – não apenas dos próprios ingressos, mas da taxa de conveniência cobrada. Segundo dados do Procon e Idec, essa tarifa pode chegar a 20% do valor do ingresso”, afirma.