O presidente do MDB, Romero Jucá, considera essencial manter a unidade da legenda nas eleições da Mesa do Senado - Foto: Antônio Cruz/Abr

Brasília – O MDB reuniu ontem sua bancada no Senado, mas só deve definir que nome irá oferecer para a presidência da Casa amanhã, afirmou o presidente do partido, senador Romero Jucá (RR).

Segundo ele, o ideal é que a bancada tenha consenso em torno de um nome. Atualmente dois senadores concorrem pela indicação dos pares: a senadora Simone Tebet (MS), que lançou oficialmente sua candidatura, e Renan Calheiros (AL), que tem negado sua intenção de disputar o posto, mas articula nos bastidores.

“Não está definido, não será definido hoje”, disse Jucá ao chegar para a reunião. “É um processo que vai ser concluído só na quinta-feira”, afirmou.
Na próxima sexta-feira, o Senado se reúne para escolher, por meio de votação secreta, seu próximo presidente. Tradicionalmente, a maior bancada – atualmente a do MDB -, tem o direito de indicar um nome para o comando da Casa.

Jucá explicou que a reunião de ontem foi a primeira de muitas conversas e que trabalha pela unidade da bancada. Para ele, é natural que os interessados em disputar a presidência se coloquem e busquem o convencimento de seus pares, e não há risco de a bancada sair do processo dividida.

O senador não descarta, ainda a possibilidade de uma candidatura avulsa. “A candidatura avulsa, ou de outros partidos, já aconteceu aqui no Senado e a gente espera que, no caso aqui do MDB, possa não acontecer”, afirmou.

“É melhor nós termos a unidade, até para podermos atrair outros partidos para construir uma mesa proporcional, comissões proporcionais, enfim”, defendeu.

Além de Renan e Simone, senadores de outros partidos alimentam a intenção de disputar a presidência do Senado. Esse é o caso de Major Olimpio (PSL-SP) e Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Jucá reafirmou que o MDB terá postura independente, e que continuará defendendo a reforma da Previdência. “O MDB pautou a reforma da Previdência no debate político. O MDB tem uma proposta econômica clara. Nós fizemos isso no governo do MDB de Michel Temer, arrumamos o País.”, ressaltou.

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Governabilidade – Questionado se o partido, na presidência do Senado, funcionará como uma garantia da governabilidade do governo do presidente Jair Bolsonaro – um dos pontos levantados como trunfo da senadora Simone Tebet -, Jucá afirmou que isso não depende “só de um partido político ou de uma Casa Legislativa”.

“A governabilidade é um conjunto”, argumentou. “O MDB tem compromisso com o Brasil, tem responsabilidade. Na verdade nós não somos aliados ao grupo do governo. Nós não temos responsabilidade na governabilidade.

Governabilidade é um tema que está afastado no MDB”, afirmou. “O MDB passou 20 e tantos anos responsável pela governabilidade e foi um peso muito grande”, ponderou. (Reuters)