Minas é um celeiro de oportunidades, explica Nadruz - Crédito: Fernando Carvalho

Ocupando uma das primeiras posições no ranking das redes óticas do País, com mais de 250 unidades, a franquia Mercadão dos Óculos mira esforços para acelerar a expansão em Minas Gerais.

Atualmente, são 13 unidades e outras cinco operações estão previstas para ser abertas ainda neste ano: a segunda loja em Belo Horizonte, dessa vez no Barro Preto (região Centro-Sul); Congonhas (região Central do Estado), Itajubá (Sul de Minas) e Patos de Minas (Alto Paranaíba). Nos últimos seis meses, foram abertas unidades em Pouso Alegre (Sul de Minas), Uberaba e Uberlândia (Triângulo) e Juiz de Fora (Zona da Mata).

De acordo com o diretor de operações do Mercadão dos Óculos, Fábio Nadruz, o Estado tem capacidade para abrigar até 100 unidades da marca.

“Crescemos muito nos últimos anos sobre o tripé: atendimento, variedade e preço justo. Inovamos na apresentação dos produtos, com o sistema de autosserviço, que dá autonomia ao consumidor. Ele escolhe, experimenta, verifica o preço sem interferência do vendedor. São cerca de 900 peças expostas. Ele só chama quando quer. Historicamente temos um grande sucesso nas cidades médias. Então, Minas Gerais é um grande celeiro de oportunidades para nós”, explica Nadruz.

O investimento médio para a abertura de uma unidade é de R$ 150 mil, para lojas entre 25 metros quadrados e 60 metros quadrados. O modelo é adaptável aos shopping centers e à rua. Em 2018, o faturamento da rede foi de R$ 120 milhões.

O perfil de atendimento é para as classes C e D, com preços que variam entre R$ 19,90 e R$ 239,90. Fundada em São José do Rio Preto (SP), está presente em 23 estados e deve abrir 100 unidades em 2019 e, até 2020, chegar aos 600 pontos de venda.

O setor é concorrido. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), a previsão é de que ele tenha um crescimento de 10% em 2019, faturando R$ 24 bilhões. A rede não faz conversão de bandeira.

Outra estratégia desenvolvida pela equipe foi a figura do “street marketing”, que fica a poucos metros da loja fazendo a divulgação. Mais do que entregar um panfleto ou convidar para conhecer a loja, ele é responsável por um primeiro atendimento, em que já começa a descobrir as necessidades do futuro cliente.

“Mais de 20% da população brasileira precisa de um óculos corretivos e nem sabe disso. A nossa abordagem é sempre no sentido da saúde. Damos informações como o mal causado pela luz azul emitida pelos celulares à retina. Como praticamos um preço justo, a pessoa pode investir mais na lente, que é o que traz benefício real para a saúde. Hoje, os óculos são itens de saúde e de moda e poder oferecer as duas coisas a uma população com acesso restrito é um dos nossos objetivos”, afirma o diretor de Operações do Mercadão dos Óculos.