Mercado da Boca, orçado em R$ 8 milhões, inclui estacionamento para até 400 vagas - Créditos: Divulgação

Inspirado nos mercados europeus, há um ano surgia no Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o Mercado da Boca.

O ousado empreendimento conta com 4 mil metros quadrados agrupando grandes operações, como bares de gin, cervejas e drinks, adega de vinhos com dezenas de rótulos, restaurantes e empório. O projeto orçado em R$ 8 milhões ainda inclui estacionamento com capacidade para até 400 vagas.

De acordo com o sócio-proprietário do Mercado da Boca, Lucas Vereza, o food hall está cumprindo todas as metas do cronograma e a expectativa é que uma unidade, dessa vez em São Paulo, seja aberta já em 2020. As negociações já estão em andamento.

“Fomos ousados ao trazer um modelo inovador. A inspiração é europeia, mas criamos algo para o público brasileiro. Estudamos profundamente o mercado e ao longo desse ano fizemos vários ajustes para que a operação atenda aos anseios do público e dos nossos parceiros. Entendemos que as pessoas queriam uma alta gastronomia plural. Por isso reunimos grandes chefs e restaurantes em um modelo de negócios que oferece preço acessível”, explica Vereza.

A recuperação financeira do investimento deve se dar entre três e quatro anos. O empresário garante, sem revelar valores, que os resultados até aqui estão dentro das metas estabelecidas. Mais de 300 mil pessoas já passaram pelo local desde a inauguração.

Hoje, estão dentro do projeto mais de 20 operações que buscam valorizar a gastronomia do Estado como um todo. Para isso existe também uma intensa programação que passa pela Escola da Boca e por eventos que valorizam produtos específicos como azeite, café, especiarias, entre outros. Quem assina a curadoria gastronômica do mercado é Alexandre Minardi.

Tudo acontece dentro da mais genuína hospitalidade mineira. “Queremos que seja uma verdadeira experiência. Que passe pelo conteúdo gerado, caminhe pelo paladar e chegue ao produto que a pessoa leva pra casa. Recebemos as pessoas muito bem, de modo que elas não se sintam clientes, mas, sim, convidadas para um ambiente compartilhado, onde existam muitas conversas”, afirma o sócio-proprietário do Mercado da Boca.

Como principal desafio ele aponta a necessidade de estar atento a todos os detalhes e promover novidades todas as semanas. Estar em um polo gastronômico e de cervejas artesanais faz com que o empreendimento faça efetivamente parte da cadeia produtiva do turismo da RMBH.

“A operação é muito grande. Então precisamos ter um background muito forte cuidando de cada detalhe, dos pratos servidos à limpeza. Assumimos boa parte desse trabalho, sem terceirizar. Além disso, é preciso promover novidades. Nosso público é ávido por isso. E, de outro lado, também prestamos muita atenção nos turistas. Nos inserimos no trade turístico e acreditamos na gastronomia como um vetor de atração de pessoas e desenvolvimento para o nosso Estado”, completa o executivo.