Crédito: Marcos Santos/USP Imagens

Brasília – Economistas esperam um rombo primário maior tanto para este ano quanto para o próximo, conforme relatório Prisma Fiscal de maio, divulgado ontem pelo Ministério da Economia.

Segundo a mediana dos dados coletados até o quinto dia útil deste mês, a expectativa para o déficit primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) passou a R$ 104,334 bilhões em 2019, acima dos R$ 100,456 bilhões projetados em abril.

Mesmo com a piora, a estimativa continua distante da meta oficial de um déficit de R$ 139 bilhões para este ano.

De olho nas incertezas fiscais, membros da equipe econômica já afirmaram que, para o governo garantir o cumprimento da meta, terá que fazer novo bloqueio nas despesas do orçamento, após já ter congelado quase R$ 30 bilhões. O anúncio do novo contingenciamento será feito até 22 de maio.

Para 2020, a expectativa dos economistas consultados pelo Prisma é de um primário negativo em R$ 73,851 bilhões, acima do déficit de R$ 68,974 bilhões visto no mês anterior, mas também dentro, com folga, da meta estipulada para o exercício.

O alvo fiscal para 2020, segundo projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), é de um rombo primário de R$ 124,1 bilhões – sétimo dado consecutivo no vermelho, numa mostra do forte desequilíbrio entre receitas e despesas no país.

Como fruto desse descasamento, a dívida vem continuamente crescendo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa é que feche 2019 em 78,2% do PIB, mesmo patamar visto em abril, apontou o Prisma. Já para 2020 a conta foi piorada a 79,45% do PIB, sobre 79,36% do PIB em abril. (Reuters)