Cesar Vanucci*

“Não há como ignorar a eloquência dos dados e números!”
(Antônio Luiz da Costa, educador, reportando-se a atuação do Sistema S)

Na certeza de que a repetição é a melhor retórica consoante o ensinamento napoleônico, dedicamos a narrativa de hoje, outra vez mais, aos SS. Ou seja, voltamos prazerosamente a falar de coisas alusivas a essas modelares organizações de serviços sociais e educacionais. Inseridas no âmbito de atuação dos órgãos representativos das categorias econômicas, elas desfrutam, como todo mundo tá calvo de saber, da embevecida admiração da sociedade brasileira, graças aos esplêndidos serviços prestados. Os índices da aprovação popular acerca de suas realizações, aferidos em pesquisas altamente confiáveis, roçam uma invejável quase unanimidade.

Algo, convenhamos, praticamente impensável em avaliações rotineiras que venham a abranger outros segmentos da vida comunitária. O povo sabe das coisas.

Já afirmamos, voltando agora a fazê-lo, que esse pujante complexo, nascido de uma conjugação de vontades que emparelhou compreensão e zelo governamental com arrojo e sensibilidade empresarial, é de molde a retratar uma face, das inúmeras certeiramente existentes, de um Brasil onde as coisas costumam funcionar a contento. Essa irrecusável constatação torna totalmente despropositada, despida de sentido, qualquer proposta, não importa o pretexto evocado, que conduza à desestruturação das atividades executadas pelos SS. A sabedoria das ruas recomenda não se mexer em time que está ganhando.

Os números e dados que retratam a grandiosidade das ações empreendidas, décadas a fio, pelo Sistema S merecem ser novamente alardeados, nesta hora em que, imprópria e inadvertidamente, por força de açodamento político e tecnocrático, a eficácia operacional dos SS é colocada em xeque. A sociedade brasileira aprova o Sistema S – como enfatizado pelo presidente da Fiemg, Flávio Roscoe -, entre outros, pelos motivos abaixo alinhados. O Senai é um dos cinco maiores complexos educacionais do mundo, o maior da América Latina. Desde 1942, quando começou a operar, já entregou ao mundo laboral 73 milhões de operários especializados. Apenas em 2017 acolheu em suas unidades 2 milhões e 300 mil pessoas em busca de capacitação profissional. Das estatísticas correspondentes a Minas Gerais extraem-se informações de que as 78 escolas de aprendizado, espalhadas por 63 municípios, abarcando praticamente todas as regiões do Estado, diplomaram cerca de 55 mil trabalhadores. Suas salas de aulas e oficinas acolhem na atualidade, para ações laborais a serem desenvolvidas nas indústrias brasileiras, 100 mil alunos. Indo além dos resultados apontados no ensino profissional propriamente dito, o Senai-MG tem presença realçante também na esfera da inovação e desenvolvimento de tecnologia.

O Sistema de inovação, tecnologia e empreendedorismo instituído aglutina 14 unidades de pesquisa e desenvolvimento, nas diferentes latitudes do mapa regional. O chamado “Site” comporta o Centro de Inovação e Tecnologia, dos maiores do País, com 8 institutos especializados, além de dois laboratórios, um deles de apoio ao desenvolvimento de núcleos avançados na comunicação eletrônica.

As ações do Sesiminas mostram-se, pela mesma forma, notáveis. Aqui estão dados de 2017. Um milhão e 600 mil matrículas foram produzidas em educação básica regular, educação continuada e educação de jovens e adultos. Quinze mil alunos frequentam as 38 escolas implantadas. Estudantes dessas escolas obtiveram, no Enem do ano passado, excepcional desempenho. Nos 5 centros de cultura, 5 galerias de arte, 8 teatros e no Museu de Artes e Ofícios, mantidos pela instituição, foram atendidas mais de 600 mil pessoas, trabalhadores da indústria, familiares e membros da comunidade, de modo geral. Somaram 448 mil os atendimentos registrados nos setores da saúde e segurança do trabalho.

Tais indicadores estampam magnífica realidade. Valem como amostra daquilo que os SS executam, em suas múltiplas formas de atuação, por este Brasil afora, ao longo de todos esses anos de trabalho fecundo voltado para a causa do bem-estar social. Estamos em condições, pessoalmente de adicionar outros dados e números eloquentes a respeito da atuação dos SS, com base em observações reunidas, como testemunha ocular e nas fileiras de dedicados colaboradores, ao tempo da passagem, por quase quatro décadas, em funções executivas exercidas no Sistema Fiemg. Fica prouta hora.

Encurtando razões: os SS precisam ser preservados, em toda sua inteireza. Sua contribuição é muito relevante no processo da construção de um país melhor.

  • Jornalista (cantonius1@yaoo.com.br)