Alex Pereira*

Não é preciso abordar aqui a importância da reciclagem, acredito que há um consenso geral de que há muito mais aspectos positivos do que negativos na reciclagem. Muitos afirmam que só há aspectos positivos, alguns podem destacar alguns pontos negativos, de qualquer forma, pessoalmente faço parte do grupo que só consegue ver aspectos positivos na reciclagem.

Em algum momento de nossas vidas, individualmente percebemos o prejuízo que causamos ao meio ambiente para extrair recursos naturais com a finalidade econômica de fabricar um determinado produto para o nosso consumo, como por exemplo o bastante conhecido papel, e com esse conhecimento decidimos então reduzir o seu consumo, e aqueles que não nos servem mais, começamos a encaminhá-los para reciclagem. Depois de algum tempo nos preocupando com a redução do uso do papel e com a sua destinação correta, naturalmente começamos a adotar o mesmo comportamento para com outros materiais.

Com algum esforço, pois temos que sair de nossa zona de conforto, começamos também a reduzir o uso do plástico, da água, da eletricidade, e quando menos percebemos, fazemos parte de um grupo de pessoas atenta a todos os detalhes do que consumimos, dos resíduos que geramos e como os destinamos, e então começamos a nos tornar atentos ao que ocorre a nossa volta.

É como um despertar, quando percebemos que impactamos todo e qualquer ambiente em que estamos presentes. É como se tivéssemos contraído uma infecção.

O primeiro foco dessa infecção pode ter como origem qualquer material, não necessariamente o papel. Qualquer tipo de material que consumimos pode ser o primeiro agente contaminante.
Pronto, neste ponto estamos infectados pelo vírus do bem da reciclagem, e aos poucos começamos a espalhar esse vírus às pessoas que convivem conosco.

É um vírus que se espalha com facilidade, principalmente entre as crianças, que não oferecem resistência alguma a serem infectadas por ele.

Alguns se esforçam muito para se protegerem contra essa infecção, outros até possuem imunidade, jamais se contaminam, mas chega um momento em que ao perceber que todos à sua volta estão infectados por esse vírus, essa pessoa começa a fingir estar infectada também, e passa a contribuir para a reciclagem. Não por estar infectada, mas simplesmente por não se sentir confortável em agir de forma contrária a maioria.

E você? Está infectado pelo vírus do bem da reciclagem? Consegue medir se está em estágio inicial ou avançado de infecção?
Sejamos, cada um de nós, o foco dessa infecção e espalhemos de forma rápida esse vírus do bem.

  • Presidente da Coopermiti, cooperativa especializada em lixo eletrônico