Confiança do setor em Belo Horizonte é maior entre comerciantes proprietários de médias e grandes empresas - CREDITO:ALISSON J. SILVA

Os comerciantes de Belo Horizonte estão mais otimistas. Segundo pesquisa divulgada na quinta-feira (1º) pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), o Indicador de Confiança do Empresário (ICE) atingiu 58,2 pontos no terceiro trimestre do ano (julho, agosto e setembro), com avanço de 2,6 pontos no comparativo com o trimestre anterior, quando foi de 55,6 pontos. No primeiro trimestre, o índice foi de 60,9 pontos. Em relação ao terceiro trimestre de 2017, quando o ICE estava em 51,2 pontos, o avanço da confiança foi bem mais significativo. O indicador varia de 0 a 100, com valores abaixo de 50 indicando percepção de piora.

De acordo com o levantamento, a avaliação sobre as condições gerais – que diz respeito à situação atual em relação à de seis meses atrás –  foi o que puxou o resultado para cima, avançando 9,2 pontos, passando de 30,8 pontos no segundo trimestre, para 40 pontos no terceiro trimestre. Esse é o melhor resultado da série histórica. Já as expectativas para os próximos seis meses recuaram 2,3 pontos, passando de 74,1 pontos para 71,8 pontos na mesma base comparativa. É o menor índice do ano. No primeiro trimestre, foi de 77,3 pontos.

Presidente da CDL-BH, Bruno Falci ressalta que o ICE mostrou melhora após ter registrado queda no segundo trimestre. “Vínhamos com um aumento gradativo da confiança, mas houve um soluço forte na passagem do primeiro para o segundo trimestre devido à greve dos caminhoneiros, que levou o empresariado a pisar no freio. Agora veio a melhora e acreditamos que haverá alta também no quarto trimestre”, diz.

Já a queda nas expectativas, segundo Falci, está relacionada às incertezas do período eleitoral. No período em que a pesquisa foi realizada, as eleições ainda estavam indefinidas.

Indicadores – Quanto à avaliação da situação atual em relação à de seis meses atrás, o índice com avanço mais robusto foi o relativo a finanças da própria empresa, que registrou 48,7 pontos no terceiro trimestre, com crescimento de 14,4 pontos na comparação com o segundo trimestre.  Já a percepção dos empresários quanto ao cenário econômico do País chegou a 31,4 pontos, com crescimento de 4,2 pontos na mesma base comparativa.

A expectativa em relação ao cenário econômico do País para os próximos seis meses apresentou queda de 7,1 pontos, chegando a 64,5 pontos. Por outro lado, o indicador de expectativa quanto às finanças da própria empresa nos próximos seis meses cresceu 2,4 pontos, passando de 76,7 pontos para 79,1 pontos.

Porte – A confiança é maior entre os empresários que estão à frente das médias e grandes empresas, com indicador de 64,3 pontos, elevação de 8,5 pontos em relação ao  trimestre anterior. A confiança dos proprietários das pequenas empresas chegou a 60,2 pontos, enquanto no trimestre anterior foi de 58,2 pontos. A avaliação daqueles que estão à frente das microempresas foi de 52,2 pontos no segundo trimestre, para 57,6 pontos no terceiro trimestre.