Presidente da Coreia do Sul transmitiu o convite ao pontífice - Crédito: Alessandro Di Meo/ Pool via Reuters

Cidade do Vaticano – O papa Francisco recebeu, ontem, um convite para visitar a Coreia do Norte e indicou que consideraria fazer o que seria uma viagem inédita ao país, afirmaram autoridades sul-coreanas.

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, transmitiu verbalmente o convite do líder norte-coreano, Kim Jong-un, ao pontífice durante encontro de 35 minutos realizado no Vaticano.

A visita seria a primeira de qualquer papa à Coreia do Norte, que não permite que padres se instalem de maneira permanente em seu território. Há pouca informação sobre quantos cidadãos norte-coreanos são católicos e como praticam sua fé.

Durante reunião no último mês, Kim compartilhou com Moon, que é católico, seu desejo de conhecer o papa e, antes de sua viagem, o líder sul-coreano anunciou que transmitiria a mensagem.

De acordo com o gabinete presidencial de Moon, Francisco expressou grande apoio aos esforços para levar a paz à península coreana. Segundo o gabinete, o papa disse a Moon: “Não pare, vá em frente. Não tenha medo”.

Formalidade – Questionado se Kim deveria enviar um convite formal, o gabinete disse que o papa respondeu: “Sua mensagem já é suficiente, mas seria bom que ele enviasse um convite formal”.

“Certamente responderei se receber um convite formal, e posso ir”, afirmou o pontífice, de acordo com o gabinete de Moon.

O papa deve estar na Ásia no próximo ano, quando visitará o Japão.

Um comunicado do Vaticano não mencionou o convite de Kim, falando somente na “promoção do diálogo e da reconciliação entre coreanos” e “do compromisso comum em fomentar todas as iniciativas úteis para superar as tensões que ainda existem na península coreana, de forma a abrir caminho para uma nova temporada de paz e desenvolvimento”.

Seul e Pyongyang realizaram três cúpulas neste ano. Kim Jong-un também participou de uma reunião inédita com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Cingapura, em junho, e prometeu trabalhar pela desnuclearização da península coreana. (Reuters)