Em 2018, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) bateu o recorde no registro de defensivos de baixa toxicidade: 52 novos produtos de um total de 450 registrados. Esses agrotóxicos de baixa toxicidade – menos nocivos à saúde humana – são aqueles que contêm organismos biológicos, microbiológicos, bioquímicos, semioquímicos ou extratos vegetais e podem até mesmo ser usados na agricultura orgânica.

Em 2017, foram registrados 40 produtos de baixa toxicidade somando 405 registrados; em 2016, foram 39 biológicos e 277 no total. “A variedade de produtos beneficia muitas culturas, pois a maior parte deles são registrados para um ou mais alvos biológicos, independentemente da cultivar onde estas pragas são encontradas”, explica o chefe da Divisão de Registro de Produtos Formulados da Secretaria de Defesa Agropecuária, Bruno Cavalheiro Breitenbach.

Segundo Breitenbach, “o recorde de registro de produtos menos tóxicos é resultado da política adotada pelo governo federal de priorizar a análise dos processos de registro destes produtos”. Ele disse ainda que há uma maior demanda dos produtores rurais brasileiros por alternativas menos agressivas ao meio ambiente e ao consumidor.

Com a nova política de priorizar os produtos biológicos, a demora para o registro destes foi reduzida drasticamente. Atualmente, o tempo médio entre o pedido de registro pelo interessado e a conclusão do processo varia de três a seis meses.

Hoje, existem 1.345 pedidos de registro de agrotóxicos em análise no Mapa. Além do ministério, também analisam os pedidos os Ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Vespas – Exemplos de defensivos biológicos são algumas espécies de vespas ou fungos que, ao serem liberados nas lavouras, atacam unicamente as lagartas que causam danos às culturas. O produtor brasileiro pode então dispensar o uso de produtos químicos para travar uma guerra biológica com as pragas, na qual quem ganha é o bolso do produtor, a sociedade e o meio ambiente.

Na avaliação de Breitenbach, o mercado dos produtos biológicos tende a aumentar, pois têm sido observados volumes cada vez maiores de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, bem como um aumento do número de empresas que atuam neste segmento. (Com informações do Mapa).