São Paulo e Rio de Janeiro – A Petrobras informa que, em agosto, a sua produção total de petróleo e gás, incluindo líquidos de gás natural (LGN), foi de 2,47 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2,35 milhões boed produzidos no Brasil e 116 mil boed no exterior. O volume é 5,1% menor que o produzido em julho.

A produção total operada da companhia (parcela própria e dos parceiros) foi de 3,15 milhões boed, sendo 2,99 milhões boed no Brasil.

A estatal explica que em relação ao mês anterior houve uma redução, principalmente, pela concentração de paradas programadas para manutenção, que ocorreram no FPSO Cidade de Angra dos Reis e no FPSO Cidade de Maricá, localizados no campo de Lula no pré-sal da Bacia de Santos, nas plataformas P-25 e P-31, localizadas no campo de Albacora no pós-sal da Bacia de Campos, e da continuidade da parada da plataforma de Mexilhão.

A Petrobras reiterou ainda o compromisso com a meta de produção divulgada no Plano de Negócios e Gestão 2018-2022, tendo em vista o ramp-up de produção das plataformas que já iniciaram operação esse ano (P-74, no campo de Búzios, e FPSO Cidade de Campos, no campo de Tartaruga Verde e Mestiça) e o início da produção de novos sistemas previstos para o 4º trimestre de 2018.

Navios – A Petrobras representa atualmente cerca de 2% do mercado mundial de combustível para navios (bunker) e vê potencial de crescimento, afirmou ontem o gerente-executivo de Marketing e Comercialização da Petrobras, Guilherme França.

A oportunidade de crescimento, segundo o executivo, está no potencial de aumentar a oferta para navios que chegam à costa brasileira e também devido a regulações globais que estão exigindo uma redução dos percentuais de enxofre em bunker, enquanto a Petrobras já tem essa experiência.

“Temos 12 pontos de suprimento no Brasil… São feitas 11 mil viagens ano na costa brasileira, hoje nós atendemos cerca de 50% dessa frota que passa por aqui, o que representa 4,5 milhões toneladas/ano, e a gente vê potencial de aumentar essa captura até integralmente”, afirmou França.

O executivo não detalhou possíveis investimentos necessários para expandir a venda de bunker, mas disse que a empresa voltará a ter tancagem consistente em Cingapura. (AE e Reuters)