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Os empresários da Capital estão esperando bons resultados para as vendas desta Páscoa. Segundo pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) com 150 lojistas, no período de 12 a 28 de março, a maior parte dos empresários (53,2%) está otimista com a data e acreditam que as vendas irão aumentar em relação ao ano passado. Já 40,3% dos entrevistados esperam que as vendas sejam iguais às de 2018 e 6,5% consideram que o resultado deve ser pior. A expectativa da CDL/BH é que haja crescimento de 1,67% nas vendas de abril em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Com esse acréscimo, estima-se que R$ 1,65 bilhão sejam injetados no comércio da capital mineira em função da data. Para o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, as datas comemorativas são sempre um incentivo a mais para os empresários do varejo incrementar seus negócios

“Estamos com um cenário econômico melhor do que o dos últimos anos. O processo de recuperação da economia, mesmo lento, tem contribuído para retomada do setor, que já vem apresentando resultados positivos. Isto justifica a expectativa positiva dos empresários para as vendas nesta Páscoa, assim como ocorreu nas datas comemorativas do ano passado” explica.

O tíquete médio esperado pelos empresários para compra de cada item nesta Páscoa é de R$ 44,33. Mesmo com o valor médio acima dos R$ 40, a maioria dos lojistas (24,2%) acredita que os consumidores irão desembolsar até R$ 20 para a compra dos presentes da Páscoa. Em relação à quantidade de produtos, a expectativa é de que cada consumidor adquira até três itens.

Com a previsão de boas vendas, os empresários estão preparando os estoques para atender as demandas. Entre eles, 38,3% afirmaram que irão aumentar as encomendas de produtos, já 47,4% vão manter o mesmo volume e apenas 14,3% responderam que pretendem diminuir o estoque. Os ovos de Páscoa serão a preferência na hora de presentear.

O levantamento da CDL/BH apontou também que os ovos de chocolate serão os itens mais procurados pelos consumidores na hora das compras nesta Páscoa, conforme a opinião de 48,1% dos empresários.

“Esse é o principal produto da época, por isso deve ser o que terá maior saída”, comenta Silva. Em seguida estão as barras de chocolate (32,5%), os bombons/trufas (30,5%) e as cestas de chocolate (10,4%).

Pagamento – A maioria dos empresários (95,4%) acredita que as compras da Páscoa serão pagas da seguinte forma: à vista no cartão de crédito (38,2% das repostas), dinheiro (32,2%) no cartão de débito (25%). Apenas uma pequena parcela dos empresários (4,6%) espera que o pagamento seja realizado a prazo, parcelado em até três vezes no cartão de crédito.

Ainda conforme a pesquisa, na opinião de 72,7% dos comerciantes, a divulgação dos produtos é a principal alternativa para alavancar as vendas nesta Páscoa. E o principal meio utilizado para isso serão as redes sociais.

As demais estratégias citadas pelos lojistas foram: decoração da loja (44,2%); promoção/oferta/liquidação dos produtos (12,3%); oferta de produtos diferenciados (6,5%); aperfeiçoamento do atendimento (3,9%); flexibilidade/facilidade de pagamento (2,6%); sorteio (1,9%), campanha (0,6%) e qualidade/mix de produtos (0,6%). Não vão apostar em nenhuma estratégia (13,6%), e os que não sabem somam 5,2% dos entrevistados.