O plantio da safra 2018/19 de soja, em Minas Gerais, deve ser iniciado após 30 de setembro quando se encerra o vazio sanitário da soja. No Estado, o período do vazio é considerado fundamental para a evolução da safra, uma vez que contribui para o melhor controle da ferrugem asiática, uma das principais pragas que acometem a cultura e que podem provocar a perda de 100% das lavouras, dependendo do grau de infecção.

“O controle da ferrugem é de fundamental importância. Com o vazio da soja é possível inibir a formação de inóculos e quando a cultura é instalada a incidência da praga pode ser bem baixa. Se não tiver o vazio e instalar a soja, a pressão é alta. A ferrugem é uma das principais doenças da soja e se não fizer o controle efetivo o prejuízo pode chegar a 100% por ser uma praga extremamente agressiva”, explicou o presidente da Aprosoja-MG, Wesley Barbosa de Freitas.

Ainda segundo Freitas, nas áreas irrigadas, a semeadura da soja deve acontecer no início de outubro. Já a implantação nas áreas de sequeiro depende do início do período chuvoso para que comece o plantio.

A tendência é de manutenção da área de plantio, com o uso de 1,5 milhão de hectares. Em relação ao volume a ser colhido, Freitas explica que ainda é cedo para definir e dependerá das condições climáticas ao longo do ano safra.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 2017/18, Minas Gerais colheu uma safra recorde de 5,54 milhões de toneladas de soja, aumento de 9,4% frente às 5 milhões de toneladas colhidas anteriormente, até então o recorde estadual.
“Queria apenas que o governo não atrapalhasse o setor produtivo e que desburocratizasse os processos para que a produção avance”, disse Freitas. (MV)