O Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) formalizou, em reunião ordinária, ontem, a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Barragem de Brumadinho. O grupo deve iniciar os trabalhos na próxima semana, conforme anunciou, em entrevista, o deputado Gustavo Valadares (PSDB), já indicado presidente da comissão.

A instalação da CPI já havia sido anunciada na véspera pelo presidente da ALMG, Agostinho Patrus (PV). A comissão vai investigar o rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte), ocorrida em 25 de janeiro último e que deixou mais de 300 vítimas, entre mortos e desaparecidos.

Foram indicados como membros permanentes da CPI, além do deputado Gustavo Valadares, líder do Bloco Sou Minas Gerais; os deputados Inácio Franco (PV), líder da Maioria e vice-presidente da CPI; e André Quintão (PT), líder do Bloco Democracia e Luta, que será relator da CPI.

Os outros membros são Sargento Rodrigues (PTB), autor da solicitação de criação da CPI acatada pela Mesa; Cássio Soares (PSD), líder do Bloco Liberdade e Progresso; Noraldino Júnior (PSC), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e a deputada Beatriz Cerqueira (PT), também autora de requerimento para criação da CPI.

Já os suplentes são os deputados Bartô (Novo), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte; Celinho Sintrocel (PCdoB), presidente da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social; Repórter Rafael Martins (PSD) e João Vítor Xavier (PSDB), respectivamente presidente e vice da Comissão de Minas e Energia; Doutor Wilson Batista (PSD), também autor de solicitação para instalação da CPI; Sávio Souza Cruz (MDB), líder do Bloco Minas tem História; e Ulysses Gomes (PT), líder da Minoria.

O requerimento de Sargento Rodrigues foi assinado por 74 deputados e deputadas. Segundo o Regimento Interno da ALMG, a CPI possui poderes de investigação próprios das autoridades judiciais e terá prazo de 120 dias para apuração dos fatos, prorrogável por mais 60.