O sítio está a 1,5 mil metros de altitude na Serra da Mantiqueira / Foto: Divulgação

Personalização e exclusividade são os conceitos que levaram a Pousada Casa Campestre, em Gonçalves, no Sul de Minas, a receber o Traveller’s Choice – TripAdvisor 2018, como a melhor pousada do mundo, segundo o site de reservas. O prêmio, que acontece anualmente, reflete o melhor em termos de serviço, qualidade e satisfação do cliente, baseado em avaliações e opiniões de viajantes. O empreendimento foi eleito, ainda, pelo segundo consecutivo, a melhor pousada da América do Sul e do Brasil.

De acordo com o sócio-proprietário da Casa Campestre, Jefferson Renó, o segredo da pousada, que tem apenas três chalés exclusivo para casais, é receber os hóspedes como pessoas da família. A Casa Campestre começou a funcionar em 2015 e é a realização de um sonho dele e sua esposa, Alessandra Vinhas.

“Conhecemos Gonçalves em 2003. Desde aquela época, desejamos nos mudar para a cidade. Tudo foi feito aos poucos, enquanto mantínhamos nossas atividades profissionais em São José dos Campos (SP). Em 2011, compramos o terreno e começamos a construir nossa casa. Depois fizemos os chalés e a pousada começou a funcionar em 2015”, relembra Renó.

As acomodações de 45m² estão estrategicamente posicionadas em meio a um bosque de araucárias, com vista para as montanhas cobertas por mata nativa. O sítio de 26 mil metros quadrados está a 1,5 mil metros de altitude na Serra da Mantiqueira.

Além do casal, trabalham na pousada apenas uma funcionária que cuida da limpeza e um diarista que faz a manutenção das áreas externas. “Tudo somos nós que fazemos, do café ao caldinho que é oferecido à noite. A pousada é uma extensão da nossa casa, inclusive no que diz respeito à arquitetura. Ela é o nosso projeto de vida. Conseguimos a nossa receita de felicidade pessoal e sucesso empresarial. A coisa mais importante aqui é estarmos felizes para podermos passar essa energia para cada hóspede”, pontua o empresário.

O sucesso, porém, não faz com que a dupla pense em expandir fisicamente os negócios. Os futuros investimentos devem se manter voltados para a qualidade dos três chalés. Em paralelo a essa calma, o casal recebe constantes pedidos de consultoria e se apresenta como benchmarking para empreendimentos de todo o País. Para os hóspedes a consultoria se dá nas dicas de roteiro e indicação de prestadores de serviços.

“Quando começamos, pensamos em ter seis chalés para manter o nível de ganho que tínhamos em São Paulo. Depois percebemos que os custos e o padrão de gastos aqui é diferente, então com três unidades conseguimos viver dentro do que planejamos. Não vamos aumentar o número de acomodações. Nosso objetivo é sempre agregar valor ao que já existe”, explica.

A região – Com pouco mais de 4,3 mil habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para 2018, Gonçalves vem consolidando nos segmentos de ecoturismo e turismo rural em Minas Gerais. As pedras, cachoeiras e trilhas promovem a oportunidade ideal para quem quer ser conectar à natureza. A cidade faz parte do Circuito Turístico Serras Verdes do Sul de Minas, junto com Bom Repouso, Bueno Brandão, Cachoeira de Minas, Camanducaia, Cambuí, Conceição dos Ouros, Congonhal, Consolação, Córrego do Bom Jesus, Estiva, Extrema, Itapeva, Munhoz, Natércia, Paraisópolis, Sapucaí-Mirim, Senador Amaral, Tocos do Moji e Toledo.

Distante cerca de 500 quilômetros de Belo Horizonte, o acesso se dá pela BR-381 até Cambuí e mais 28 quilômetros por estrada de terra ou também pela BR-381 até Pouso Alegre e mais 80 quilômetros por estrada asfaltada. Quem preferir ir de ônibus deve pegar uma linha até Pouso Alegre e lá fazer a baldeação para Gonçalves. São vários horários diários entre as duas cidades do Sul de Minas.