Rio – Os preços da indústria subiram 0,43% no mês de fevereiro, puxados pelos setores extrativo e de refino de petróleo. A alta de 7,97% nas indústrias extrativas compensou a queda de -7,59% do mês passado e foi o maior resultado em quatro meses no setor. Já os preços dos produtos de refino de petróleo subiram 4,22%, a maior alta desde setembro de 2018.

Apesar disso, apenas 11 das 24 atividades apresentaram altas em fevereiro. Os preços ao produtor ainda acumulam -0,33% no ano e 8,36% nos últimos 12 meses.

Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mede a variação dos preços dos produtos na “porta das fábricas”, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação.

“O resultado foi bem marcado por duas atividades: indústrias extrativas e refino de petróleo, que, juntas, influenciaram o índice em 0,71 ponto percentual, com destaque na fabricação de minérios de ferro e óleos brutos de petróleo”, explica o analista do IPP, Manuel Campos.

Por outro lado, o setor de alimentos, de grande peso no índice, sofreu queda de 0,53% em fevereiro (influência de -0,12 p.p.), o que segurou a taxa deste mês.

“A queda foi pressionada pelos preços da carne bovina e da soja, muito em função da baixa do dólar, pois são produtos de exportação”, complementa o analista. Os setores de química (-0,16 p.p.) pelo quarto mês seguido, e metalurgia (-0,04 p.p), pelo quinto mês seguido, também exerceram influência negativa.

Entre as grandes categorias econômicas, houve aumento de 0,23% em Bens de Capital, 0,64% em Bens Intermediários e 0,16% em Bens de Consumo. Os Bens de Consumo Duráveis tiveram alta 0,18%, enquanto Bens de Consumo Semiduráveis e Não Duráveis subiram 0,16%.

Nova série – O IPP inicia, a partir deste mês, nova série histórica com mudança na amostragem das empresas e dos produtos. No total, a amostra contará com 2.070 empresas, 670 a mais que na anterior, enquanto a quantidade de produtos pesquisados passará de 324 para 416 itens. (Agência IBGE)