Entre os produtos com preços reduzidos frente a julho está o chuchu, avaliado em R$ 0,75 o quilo, queda de 24,2%/CI Orgânicos

A oferta de produtos na Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa Minas), unidade Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), alcançou 167,7 mil toneladas em agosto, representando uma quantidade 6,4% inferior à registrada em agosto de 2017, e 0,9% menor na comparação com julho.

Ao longo do mês foram movimentados cerca de R$ 331,38 milhões, valor que ficou praticamente estável quando comparado com julho, quando o faturamento fechou em torno de R$ 331,87 milhões, queda de apenas 0,14%. Apesar da menor oferta, os preços retraíram 8% na comparação com agosto de 2017 e subiram 1% frente a julho. Para setembro, a expectativa é de um cenário próximo ao verificado em agosto.

De acordo com o chefe da Seção de Informação de Mercado da Ceasa Minas, Ricardo Martins, os preços se mantiveram favoráveis para os consumidores mesmo diante da queda na oferta.

“De forma geral, a situação ainda é muito boa para o consumidor. Em agosto, a redução no preço médio geral foi de 8% em relação a agosto do ano passado, o que é positivo para os consumidores. A tendência é que a situação permaneça assim até novembro, com uma boa oferta de produtos de qualidade, variados e a preços mais acessíveis”.

Em agosto, a oferta de hortigranjeiros na Ceasa Minas somou 125,36 mil toneladas, queda de 0,8% frente a agosto de 2017 e aumento de 1% frente a julho. O grupo de produtos é o principal ofertado na unidade, respondendo por 75% do total. Os preços médios do grupo, R$ 1,66 por quilo, ficou 8,8% menor que o registrado em agosto de 2017 (R$ 1,82 por quilo) e 3,7% maior que o praticado em julho.

“A alta em relação ao mês anterior era esperada por dois fatores. O primeiro é o período de férias escolares em julho, o que tradicionalmente reduz a demanda pelos produtos. A segunda é que julho, normalmente, é um mês mais frio e o consumo de saladas e frutas fica menor. Por estes motivos, os preços em julho ficaram inferiores à média e houve uma recuperação em agosto. Esta alta é importante para a retomada da renda do produtor rural”, explicou Martins.

Segundo os dados da Ceasa Minas, dentro do grupo de hortigranjeiros, as hortaliças e frutas – que representaram respectivamente 39% e 32% do volume comercializado no entreposto – tiveram os preços médios variando negativamente em 12,7% para as hortaliças e no caso das frutas, de 2,1% frente aos praticados em agosto do ano passado.

Na comparação de agosto com julho, dentre os produtos que tiveram os preços reduzidos, destaque para o repolho híbrido, cujo quilo foi negociado a R$ 0,54, valor 18,2% menor. Queda de 24,2% foi verificada no quilo do chuchu, que foi avaliado em R$ 0,75. O milho verde apresentou retração de 14,1% no preço, com o quilo negociado a 1,16. O quilo da moranga híbrida, R$ 0,82, ficou 10,9% inferior. Outro importante produto que ficou mais barato foi a cebola, cujo quilo foi negociado a R$ 1,07, redução de 15,1%.

No período, foi verificada alta de 46,7% no preço da abobrinha, de 34,6% no pimentão, 65,4% no do pepino, 16,7% no valor da cenoura e de 16,2% no preço do quiabo.

Frutas – No grupo das frutas, cujo preço médio praticado em agosto foi de R$ 1,85 por quilo, houve elevação de 5,1% frente a julho e queda de 2,1% frente a agosto de 2017. Dentre os itens que compõem o grupo, foi registrada alta nos preços do mamão haway (77,9%), banana-prata (50,4%), melão (51,4%), melancia (28,8%) e limão, 22,7%.

Apenas três produtos apresentaram retração: maracujá (3,8%), mamão formosa (5,1%) e maçã (0,7%).

Cereais e industrializados – Os demais grupos que compõem as vendas da Ceasa Minas, cereais e produtos diversos (industrializados) encerraram agosto com queda na oferta. Os dados do entreposto mostram queda de 1,9% na oferta de cereais em agosto frente a julho, com a disponibilização de 3,97 mil toneladas. Em relação a agosto de 2017, o recuo foi de 12,4%. No mês anterior, o preço por quilo de cereal caiu 8,6% frente a julho, encerrando o período com média de R$ 1,91.

Em produtos diversos, a queda na oferta ficou em 6,3% frente a julho e em 20,5% frente a igual mês do ano anterior. Ao todo foram disponibilizadas 38,3 mil toneladas de produtos industrializados na Ceasa Minas. O preço por quilo, R$ 3,02, retraiu 1% na comparação com julho.