São Paulo – O diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza, disse, ontem, que a principal preocupação dos bancos e do mercado financeiro com as eleições é sobre como ficará a agenda de reformas para o ajuste fiscal do próximo presidente eleito do País.

O relatório de Estabilidade Financeira divulgado ontem pelo BC mostrou que a preocupação com riscos políticos se manteve elevada no sistema financeiro, com frequência de citação de 67% pelos bancos, sendo o risco que mais preocupa as instituições financeiras.

Confiança – “O risco político está relacionado à confiança com o que vem pela frente”, disse ele a jornalistas. Souza ressaltou que o mais importante, no caso do BC, neste momento, é manter a isenção e o esforço de, independentemente de quem ganhar, “entregar o país com uma inflação dentro da meta, os juros historicamente baixos e o sistema financeiro apto a suportar o crescimento”.

Toda vez que tem eleições, disse Souza, bancos e tomadores de recursos “param um pouco para saber quais serão os desdobramentos”. Ele reforçou que os bancos estão líquidos, capitalizados e prontos para lidar com os mais diversos cenários.

“Os riscos políticos apontados pelas instituições referem-se basicamente às incertezas associadas às eleições presidenciais, como o resultado das eleições, o programa do candidato eleito e as condições de governabilidade”, aponta o relatório do BC. (AE)