Foto: Divulgação/Jeep

Prestes a comemorar meio milhão de veículos produzidos em Goiana (PE), apenas três anos após a inauguração da fábrica, a Fiat Chrysler Automóveis Brasil (FCA) reuniu jornalistas na pista de testes da Jeep para colocar em prática modernos recursos eletrônicos que atuam para facilitar condução do modelo Compass e aumentar a segurança de seus usuários.

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Além dos dispositivos avaliados, foram destacados outros equipamentos tecnológicos oferecidos no SUV, líder de mercado, e suas mudanças para a linha 2019.

Mais estruturada atualmente, em relação à ocasião de sua abertura, essa fábrica da Jeep abrange um terreno total de 11 milhões de m² e tem uma área construída de 530 mil m². Sua capacidade produtiva é de 250 mil veículos por ano e, em 2017, saíram de suas linhas de montagem 179 mil unidades.

Os 13.600 empregos gerados pela empresa capacitam a montadora produzir 930 veículos por dia em três turnos de trabalho.

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Adas – Alexandre Pagotto, gerente de marketing da Bosch, fez uma explanação sobre Adas (Advanced Driver Assistance System). Área tecnológica de grande expansão no mercado automotivo, os sistemas avançados de assistência ao motorista justificam seu alto custo de desenvolvimento e implementação por mudar completamente a relação do ser humano com o automóvel.

Os ganhos esperados são: uma drástica redução dos acidentes, pois 90% dos mesmos são causados por falha humana; possibilitar o uso dos automóveis por pessoas de qualquer idade ou condição física; diminuir o consumo energético em até 39% ao sincronizar o deslocamento de todos os veículos; redução dos congestionamentos ao melhorar em 80% fluxo nas vias e, por fim, a característica mais icônica da automação, que é o ganho de produtividade que as pessoas terão ao utilizarem o tempo a bordo em outras atividades, pois, nos últimos níveis dela, não haverá um condutor.

Níveis de automação – O primeiro nível da automação, Direção Assistida, é o único regulamentado pelos órgãos de trânsito brasileiros. Ele é oferecido no Jeep Compass e em poucos outros modelos disponíveis no Brasil. Nele, o motorista controla o volante o tempo todo e os pedais em alguns momentos. O sistema controla algumas ações longitudinais e/ou laterais.

No segundo nível, conhecido como Automação Parcial, o condutor monitora as ações do sistema o tempo todo, e este controla todas as ações longitudinais ou laterais.

No terceiro nível, Automação Condicional, o sistema decide ações em casos específicos e o motorista não precisa monitorá-lo, mas deve estar apto a retomar o controle do veículo.

No quarto nível, Elevada Automação, o motorista pode ser dispensado em condições específicas e o sistema lida com todas as situações dentro dessas mesmas condições.
Na Automação Total, quinto e último nível, o motorista não é necessário nunca e o sistema toma todas as decisões sem nenhuma interferência das pessoas a bordo.

Ainda não existe nenhum modelo em produção que ofereça um desses dois últimos níveis, apenas protótipos que, não por acaso, estão sendo desenvolvidos com as maiores empresas de tecnologia do mercado, como a Google, a Microsoft e a Uber.

Foto: Divulgação/Jeep

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Mudanças para a linha 2019 do Jeep Compass

Recursos de assistência – Na pista de testes de Goiana, aberta à imprensa pela primeira vez, tivemos a oportunidade de testar os recursos de assistência ao condutor que habilitam o Jeep Compass ao primeiro nível da automação.

O controle da velocidade adaptativo é a evolução do sistema erroneamente chamado de piloto automático, pois este apenas controla a velocidade e, não, a direção. Ele acelera e freia o carro para manter a velocidade determinada pelo motorista e ainda controla a distância em relação ao veículo que segue à frente.

Este último controle pode ser programado em cinco graduações, entre mais próximo e mais distante, e o espaço entre os carros irá variar conforme a velocidade dos mesmos. Conforto na condução, menor risco de colisão traseira e economia de combustível, proporcionada por um deslocamento mais uniforme, são os ganhos com este sistema.

O aviso de colisão frontal e o assistente de frenagem de emergência são sistemas que monitoram o fluxo frontal, emitem sinais sonoros e visuais ao condutor e, em velocidades até 42 km/h, imobilizam o veículo evitando colisões.

Acima dessa velocidade, os freios são acionados para reduzir o deslocamento, mas caberá ao condutor decidir pela manobra de parar ou desviar do obstáculo identificado.

Na prova que fizemos, por segurança, foi utilizado um painel em forma de carro, mas o mesmo não foi atingido em nenhum dos testes realizados pelos jornalistas. Segundo pesquisas, 72% das colisões traseiras resultam em lesões que poderão ser evitadas quando todos os carros utilizarem esse recurso.

Outro recurso que testamos na pista foi o aviso de mudança de faixa. Este sistema monitora as faixas da estrada e, quando o veículo atinge as mesmas, sem que o motorista tenha sinalizado a manobra através das setas, ele atua levemente na direção fazendo o carro retornar para dentro da faixa.

O intuito não é comandar a direção, mas alertar o motorista que provavelmente está sonolento ou distraído. Segundo levantamentos técnicos, 26% dos acidentes relevantes com lesões e fatalidades podem ser evitados pelo uso desta tecnologia.

Ao lado do galpão de apoio aos testes de pista, acompanhamos demonstrações do assistente de estacionamento para vagas paralelas e perpendiculares. Após ativado pelo motorista, que define se estacionará em vaga paralela ou perpendicular, o sistema verifica a existência de espaço suficiente para a manobra e, através de imagens e textos no painel, orienta o condutor a engrenar as marchas, acelerar ou frear.

Cabe ao recurso virar a direção sem nenhuma interferência do mesmo. O sistema sempre procura as vagas do lado direito do carro, mas em locais de mão única, o motorista pode escolher parar à esquerda, bastando apenas acionar a seta para o lado canhoto que o programa passa a detectar as vagas desta posição.

Outro auxiliar de condução foi destacado: o detector de tráfego em ponto cego, que avisa ao motorista da presença de veículos que estejam próximos, mas fora da visibilidade através dos retrovisores. Uma evolução deste equipamento também permite alertar o motorista sobre tráfego cruzado em manobra de saída de vaga perpendicular, quando o carro está se deslocando em marcha a ré.

* O colaborador viajou a convite da Jeep