Colheita de milho pode alcançar 91 milhões de toneladas - Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini

Rio e São Paulo – A produção brasileira de grãos na safra 2018/19, em fase de plantio, deve alcançar entre 233,68 milhões e 238,29 milhões de toneladas, o que corresponde a aumento de 2,5% a 4,5% em comparação com o período anterior 2017/18 (227,97 milhões de toneladas). Os dados fazem parte do segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado ontem.

A área de cultivo pode crescer de 0,3% a 2,2%, passando para entre 61,90 milhões e 63,11 milhões de hectares. Segundo a Conab, soja e milho continuam sendo os destaques entre os produtos. As condições climáticas estão favoráveis, até o momento, especialmente para a soja.

Conforme a Conab, cerca de 80% da oleaginosa já foi plantada em Mato Grosso. Comparado ao mesmo período na safra passada, este índice estava em 40,5%. Diante desse cenário positivo, a área total com a cultura deve ficar entre 35,4 milhões e 36,1 milhões de hectares, o que pode gerar uma produção variando entre 116,7 milhões e 119,3 milhões de toneladas.

O milho deve registrar uma colheita entre 90 milhões e 91 milhões de toneladas (são duas safras por ano), ocupando uma área que pode ser de 16,7 milhões até 16,8 milhões hectares.

A produção pode crescer de 11,4% a 12,6% em comparação com o ano passado (80,79 milhões de toneladas). A primeira safra do grão também encontra um clima adequado, segundo a Conab.

A área plantada em Minas Gerais, na época do levantamento, atingia cerca de 45% da área total prevista e no Rio Grande do Sul a 70,4%. A primeira safra está estimada entre 26,28 milhões e 27,21 milhões de toneladas (menos 2% a mais 1,5%). A segunda safra está prevista em 63,73 milhões de toneladas (mais 18,1% ante o período anterior).

A Conab explica que o algodão continua com o mercado favorável, impulsionando a elevação de área em relação à safra passada, podendo alcançar 1,4 milhão de hectares. O resultado imediato é o aumento da produção, com uma colheita que poderá ser 16,7% superior, atingindo até 2,34 milhões de toneladas.

O feijão apresentou uma diminuição no movimento de queda da área e produção, se comparado com o primeiro levantamento. “Essa leve recuperação deve-se à maior intenção de plantio do feijão-caupi na primeira safra, principalmente no estado da Bahia”, diz a Conab.
A safra total de feijão no Brasil (são três safras anuais) deve atingir de 3,11 milhões a 3,17 milhões de toneladas (mais 0,1% a mais 1,9%).

A produção brasileira de arroz deve atingir de 11 milhões a 11,82 milhões de toneladas, o que corresponde a uma queda de 8,8% a 2%.

Já as culturas de inverno ainda estão em colheita. Destaque para o trigo, que tende a apresentar um melhor desempenho na safra deste ano, mesmo com as adversidades climáticas registradas nas principais regiões produtoras.

IBGE – A safra agrícola de 2019 deve totalizar 226,7 milhões de toneladas, uma queda de 0,2% em relação à estimativa de 2018, o equivalente a 470 mil toneladas a menos. Os dados são do primeiro Prognóstico para a Safra Agrícola divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2018, a safra deve totalizar 227,2 milhões de toneladas, resultado 5,6% menor que o de 2017, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de outubro.
No entanto, o resultado de outubro é 0,4% maior que a estimativa de setembro, um milhão de toneladas a mais.

Segundo o IBGE, os agricultores brasileiros devem colher 61,5 milhões de hectares na safra agrícola de 2019, uma elevação de 1,1% em relação à área colhida em 2018.
A área a ser colhida em 2018 ficou em 60,8 milhões de hectares, 0,6% menor ante 2017, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de outubro. (AE)