Atualmente, a produção de algodão no Estado é exportada para 34 países, sendo China e Argentina alguns dos principais destinos. Crédito: Divulgação/Seapa

Minas Gerais deve registrar crescimento de 52,2% na safra do algodão e alcançar 151 mil toneladas. A área plantada deve chegar a 39,4 mil hectares, com aumento de aproximadamente 58% em relação à safra anterior. Os números fazem parte do sexto levantamento de safra realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e foram analisados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).


Na avaliação do subsecretário de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, o cultivo do algodão no Estado tem registrado aumentos significativos nos últimos anos.


“Isso se deve aos bons preços alcançados nos mercados externo e interno. O cenário mundial aponta para uma estabilização ou mesmo redução na safra dos principais países produtores (China, Paquistão, Índia e Estados Unidos) com a redução do nível dos estoques. Isso favorece a remuneração do produtor na safra que vai ser colhida e foi o fator determinante para o aumento de área plantada e de volume registrados tanto em Minas como em todas as regiões produtoras no País”, explica.

Exportações – Os dados recentes das exportações mineiras de algodão demonstram o cenário favorável para a cultura. Em fevereiro, de acordo com levantamentos do Ministério da Economia analisados pela Seapa, Minas Gerais registrou crescimento tanto no volume embarcado, quanto no valor das exportações, acompanhando a tendência nacional. O valor das exportações mineiras alcançou US$ 7,6 milhões, com crescimento de 40,99% em relação ao mesmo período do ano passado, e o volume atingiu 3,5 mil toneladas (+78,8%).


A produção mineira de algodão é exportada para 34 países. Vietnã, China, Bangladesh, Cingapura e Argentina respondem pela compra de 67% do total do algodão exportado pelo Estado.


Esse resultado contribui para o fortalecimento do Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas), na medida em que amplia a disponibilidade da pluma para as indústrias têxteis instaladas no Estado.

Por meio do Proalminas, o produtor tem garantida a compra de sua produção pelo preço de mercado mais um adicional de 7,85% no valor. As indústrias que participam do programa têm o compromisso de comprar uma cota do algodão produzido e beneficiado no território mineiro.

As indústrias que participam do programa têm o compromisso de comprar uma cota do algodão produzido e beneficiado no território mineiro.


Na outra ponta da cadeia, as indústrias têxteis têm assegurada a desoneração fiscal junto à Secretaria de Estado da Fazenda (SEF), por meio da isenção de 41,66% do crédito presumido de ICMS, ao adquirirem o algodão certificado dos produtores mineiros, o que viabiliza a competitividade da tradicional indústria têxtil mineira.

Com o benefício fiscal, a indústria destina 1,5% dos recursos ao Fundo de Desenvolvimento da Cotonicultura (Algominas), responsável pelos investimentos no aprimoramento da atividade no Estado. A parceria entre todos os elos da cadeia produtiva neste programa do governo de Minas, executado em parceria com a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), tem garantido não apenas a quantidade, mas a qualidade do algodão mineiro.

Função socioeconômica – Minas Gerais ocupa o sexto lugar no ranking nacional da produção de algodão, mas a cultura se destaca pela importância socioeconômica, especialmente no Norte de Minas, onde as lavouras ocupam área de 1 a 3 hectares, conduzidas pelos pequenos produtores.

“São áreas pequenas, mas a atividade tem grande impacto como fonte geradora de renda e emprego em uma região onde são poucas as culturas que resistem aos períodos de seca”, ressalta o subsecretário João Ricardo Albanez. (Com informações da Seapa).