Barbosa: responsabilidade social está no DNA da Cemig - Créditos: Cemig/Divulgação

Na tentativa de se construir uma cidade mais justa socialmente, instituições e grupos de cidadãos se mobilizam em ações de voluntariado. Um exemplo é a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que desenvolveu o programa Voluntário Cemig (Você).

De acordo com o analista de sustentabilidade empresarial da Cemig, Washington Luiz Barbosa, o programa mobiliza os funcionários da empresa em diversas ações, sendo uma delas o Projeto AI6% – formando cidadãos, que incentiva a destinação de parte do imposto de renda para entidades que trabalham com crianças e adolescentes em situação de risco.

Outra ação realizada é o Você é o Dia V, que acontece no último domingo do mês de agosto.

“Escolhemos uma comunidade e realizamos uma grande ação com atendimento médico, emissão de carteira de trabalho, corte de cabelo, bazar, entre outras atividades”, explica.

Segundo o analista, o trabalho de voluntariado da empresa se intensificou no ano passado, quando a Cemig formou parceria com a ONG Junior Achievement, que trabalha no desenvolvimento de empreendedorismo com estudantes de escolas públicas e mulheres em situação de risco social.

Por meio dessa parceria, a Cemig realizou cinco ações em 2018, envolvendo dezenas de funcionários. De acordo com o analista, a Junior Achievement treinou os colaboradores da empresa para que eles atuassem como agentes de transformação nos projetos.

Uma das iniciativas, o “Mini-empresa”, levou a prática de empreendedorismo para estudantes de duas escolas públicas em Belo Horizonte e uma em Contagem, na região metropolitana.

O projeto trouxe os conceitos básicos de criação de um negócio para os jovens e terminou com uma feira, na sede da Cemig, com os produtos desenvolvidos pelos estudantes durante o projeto.

“A Cemig faz isso porque tem grande preocupação com a responsabilidade social. Mas é importante frisar que esse tipo de ação traz muitos benefícios para a empresa. O voluntariado ajuda o empregado a desenvolver novas habilidades e traz um sentimento de pertencimento com a organização. Isso também faz bem para os próprios funcionários, que têm maior nível de satisfação com o trabalho”, afirma.

O desejo de ser voluntário também foi o que moveu um grupo de funcionários do Hospital Lifecenter, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, a criar o Grupo de Experiência do Paciente.

Segundo o coordenador de comunicação e marketing do hospital, Bruno Cunha, o grupo é uma iniciativa autônoma de 30 funcionários do Lifecenter, que perceberam que poderiam contribuir para melhorar a experiência de estadia dos pacientes internados.

“O hospital já tem uma estratégia que coloca o paciente no centro do cuidado. Essa cultura foi tão disseminada, que despertou nos funcionários essa vontade de fazer algo mais”, explica.

Segundo ele, a ação do grupo consiste em visitar os pacientes internados e entender questões específicas deles, assim como possíveis ações que poderiam minimizar o desconforto de estar em um hospital.

“Temos uma história emocionante de uma paciente que perdeu o aniversário do filho porque estava internada. A equipe de voluntários descobriu isso e organizou uma pequena festa para a criança, no dia da visita no hospital. Eles levaram bolo, cantaram parabéns e a paciente ficou emocionada, dizendo que não esperava isso em um hospital”, relata.

Cunha lembrou que o ambiente do hospital é muito associado a experiências negativas por causa da situação em que os pacientes se encontram, mas ele acredita que o trabalho realizado pelo grupo de voluntários muda um pouco essa realidade.

“Para nós que somos voluntários a motivação é a felicidade desses pacientes. Mas, o hospital também ganha indiretamente com a satisfação dos clientes”, analisa. (TB)