São Paulo – O mercado voltou a elevar as contas para a inflação neste ano e no próximo, com aumento da expectativa para os preços administrados em 2018, mas sem alterar o cenário para a taxa básica de juros.

A pesquisa Focus do Banco Central (BC), divulgada ontem, mostrou que a projeção para a alta do IPCA neste ano subiu a 4,30%, de 4,28%, com a expectativa para o aumento dos preços administrados indo a 7,60%, 0,10 ponto percentual a mais do que no levantamento anterior.

Para 2019, a projeção é de que o IPCA suba 4,20%, ante 4,18% estimado antes.
O centro da meta oficial de inflação para este ano é de 4,50% e, para 2019, de 4,25%. A margem de tolerância para ambos os anos é de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Câmbio – Na semana passada, o BC avaliou que o nível de repasse cambial para a inflação tem se mostrado contido, com exceção de alguns preços administrados, conforme ata do encontro em que manteve a taxa básica de juros em 6,5% ao ano.

Em seguida, no seu Relatório Trimestral de Inflação, o BC avaliou que o grau de repasse cambial tende a ser atenuado pela ancoragem das expectativas de inflação, atividade econômica fraca e ociosidade das empresas.

No Focus, a perspectiva para o dólar sofreu ajuste a R$ 3,89, de R$ 3,90 para este ano; e a R$ 3,83, de R$ 3,80 para o ano que vem.

O levantamento semanal com uma centena de economistas ainda mostrou que permanecem as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,35% neste ano e de 2,50% em 2019.

A perspectiva para a taxa básica de juros também não mudou, com a Selic estimada a 6,5% no final de 2018 e a 8% em 2019. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também manteve suas projeções respectivamente em 6,5% e 7,63%, na mediana das projeções. (Reuters)