Uma parceria entre a PUC Minas e a líder mundial em software de projetos 3D, Dassault Systèmes, vai levar à sala de aula da universidade tecnologia de ponta na área de aeronáutica, mecânica e mecatrônica. A empresa está disponibilizando aos alunos da PUC Minas uma plataforma colaborativa que permite uma série de experimentações, como desenho de peças, estudos de materiais e simulação de equipamentos em situações reais de uso. A expectativa dos gestores da Dassault Systèmes é qualificar mão de obra para a indústria 4.0.

Porta-voz da Dassault Systèmes nos projetos de implementação da plataforma no ambiente educacional, Ligia Oliveira explica que a parceria com as universidades está dentro da estratégia da empresa de disseminação da tecnologia. Ela destaca que a Dassault Systèmes é uma empresa especializada na experiência 3D e oferece soluções diversas que serão usadas na indústria do futuro. Para ela, essas soluções só serão eficientes se forem utilizadas por profissionais que também foram formados para essa nova indústria e, por isso, a empresa considera tão importante a comunicação com a universidade.

“Essas soluções precisam ser conhecidas pelos profissionais que vão utilizá-las. Nossa ideia é que esses profissionais, que hoje são alunos, dominem as soluções da indústria do futuro”, frisa. Nesse sentido, a Dassault Systèmes não apenas disponibiliza sua plataforma, como a personaliza para o uso na universidade a partir de metodologias educacionais. “Usamos metodologias que levam os alunos a explorarem o ambiente colaborativo, buscando aprendizado na resolução de problemas”, destalha.

De acordo com ela, a plataforma colaborativa estará disponível para os alunos dos cursos de engenharia aeronáutica, mecânica e mecatrônica. A solução permite que os alunos aprendam a partir de projetos práticos, possibilitando o desenho de peças, estudos de materiais, simulação de equipamentos em situações reais de uso e análise de possíveis melhorias no projeto. Já no primeiro semestre do curso de engenharia aeronáutica, os alunos aprendem a trabalhar com o software para criar o projeto de uma pequena aeronave funcional com uso de dispositivos de Internet das Coisas.

Ligia Oliveira destaca que a parceria gera benefício também para o Estado, que ganha competitividade com profissionais mais capacitados. “Estamos disponibilizando uma tecnologia que é a mesma usada no exterior. Isso quer dizer que estamos colocando os profissionais no mesmo nível: eles chegarão ao mercado nacional ou internacional sem barreira limitadora de conhecimento”, afirma.