No Brasil, são 105 unidades Bodytech. Em Belo Horizonte, são três e o grupo ainda possui uma Academia Fórmula na Capital que, em breve, deve fazer a conversão de bandeira - Créditos: Drika Vianna

Apostando, dessa vez, em uma unidade dentro de um shopping center, a rede de academias Bodytech inaugura sua mais recente operação no Ponteio Lar Shopping, na região Centro-Sul.

O investimento de R$ 7 milhões fez surgir uma academia com capacidade para atender até 1,8 mil alunos. O espaço conta com 3.400m² divididos entre as salas de Cardio Burn, Indoor Cycle, multiuso e infantil; além de uma área para musculação e um parque aquático com piscina semiolímpica.

De acordo com a sócia da Bodytech e sócia local da marca, Ana Gutierrez, esse é um modelo que já deu certo em outros estados e busca o cliente em um outro momento de vida e consumo.

“Cada ponto comercial tem suas especificidades. No shopping tem a questão da segurança, da conveniência de um centro de compras, do fluxo garantido de pessoas, da facilidade do estacionamento, por exemplo. Já na rua temos o fluxo de pessoas que passam por acaso, muitas vezes a proximidade com a casa ou local de trabalho das pessoas. Nos esmeramos muito na escolha do ponto. Esse é fator essencial para o sucesso da unidade. No caso do Ponteio essa oportunidade veio junto com um novo posicionamento do mall”, explica Ana Gutierrez.

No Brasil, são 105 unidades Bodytech. Em Belo Horizonte, esta é a terceira unidade e o grupo ainda possui uma Academia Fórmula na Capital que, em breve, deve fazer a conversão de bandeira para Bodytech. Por enquanto, não existe expectativa de inaugurações no interior do Estado.

“A Bodytech, por enquanto, mantém o foco nas capitais. Já a Fórmula se destina também às grandes cidades do interior. Para uma academia do perfil da Bodytech tudo é muito caro. Os equipamentos são importados dos Estados Unidos e Itália e vamos atrás do que existe de mais moderno. Cada academia gera cerca de 150 empregos diretos logo de cara e pode aumentar esse número de acordo com a consolidação da unidade. Isso estimula não só a economia do entorno como todo o mercado da educação física”, pontua a sócia da Bodytech.

O constante crescimento da marca demonstra que se o segmento não ficou imune à crise econômica dos últimos anos, existem estratégias específicas que garantem não só a sobrevivência, mas o ganho de valor das operações. Com 18 anos de mercado, a empresária mostra que sabe a hora certa de investir.

“O setor de academias sofreu uma redução na demanda e aquelas que não tinham uma boa gestão não conseguiram se firmar. Além disso, a crise fez com que muitos clientes trocassem de perfil, deixando as mais caras e buscando as mais simples”.

Dois perfis de alunos merecem ainda mais atenção da equipe: os idosos e os milenials. Cada um ganhou um plano especial, o máster e o student, respectivamente. E o grupo lança ainda em abril a primeira BT Babys and Kids, no Shoping Leblon, no Rio de Janeiro. A unidade é exclusiva para crianças e bebês.

“Temos uma equipe técnica que acompanha o que acontece no mundo e vamos lançando o que podemos, mas com muita exigência técnica. O crossfit, por exemplo, demorou pra entrar na nossa grade. Queríamos ter algo muito bem feito. Então, por isso, às vezes, implantamos alguma coisa atrasados em relação ao mercado para garantir a qualidade”.