Em 2017, Minas Gerais possuía 63.037 estabelecimentos formais do setor de turismo - Divulgação

Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e analisados pela Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG) revelam que houve um crescimento de 5,9% na renda média nominal mensal dos empregados do setor de turismo, saindo de R$ 1.518,21 em 2016 para R$ 1.607,56 em 2017.

Em 2017, Minas Gerais possuía 63.037 estabelecimentos formais do setor de turismo, o que representa uma queda de 0,5% em relação a 2016. Neste aspecto, os territórios de desenvolvimento Belo Horizonte e Vale do Aço foram os que registraram maior queda, 0,1% e 0,4% respectivamente, impactando diretamente no resultado geral do Estado. Já os territórios Médio e Baixo Jequitinhonha e Oeste cresceram 3,3% e 2,8%. Os setores de turismo com a maior queda no número de estabelecimentos formais registrados foram agências e operadoras e comércio e serviços, ambos com queda de 0,9%. Por outro lado, o setor de alimentação registrou aumento de 4,2%. Ao compararmos com os dados dos demais estados da região Sudeste entre 2012 e 2017, Minas Gerais ficou em primeiro lugar em termos de variação média anual do número de estabelecimentos formais com um crescimento de 1,6%, superando também a média do Brasil (1,4%). O Espírito Santo fechou o ano com um aumento de 1,2%. Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo cresceram 0,9%.

Em relação ao número de empregados no setor de turismo, em 2017, Minas Gerais possuía 381.369 contra 383.415 em 2016. Ou seja, em comparação ao ano anterior, foi registrada uma queda de 0,5% no número de empregados. O território de desenvolvimento Vertentes foi o que apresentou a menor variação (-1,7%) entre 2016 e 2017. Os territórios do Triângulo Sul e Sudoeste cresceram 1,9% e 1,8%, respectivamente.

A renda média nominal mensal dos empregados do setor de turismo em Minas Gerais cresceu 5,9% em 2017, atingindo um valor de R$ 1.607,56 – o seu máximo entre os anos estudados. O maior crescimento no Estado foi observado no território de desenvolvimento Metropolitano (9,3%), seguido do Oeste (8,8%). Nesse indicador, Minas Gerais atingiu sua maior marca em termos de crescimento no período de 2012 a 2017 se comparado aos outros estados da região Sudeste, com 8,1% de acréscimo. Espírito Santo e São Paulo cresceram 8,0%. Já o Rio de Janeiro cresceu 7,5%. A renda do setor no Brasil cresceu 8,1%, com um valor de renda média de R$ 1.918,37 para cada trabalhador.

As análises também mostraram que a representatividade do turismo em relação às outras atividades econômicas de Minas Gerais permaneceu no mesmo patamar do ano de 2016. Em 2017, a parcela representada pelo turismo no que se refere ao número de estabelecimentos formais foi de 12,6%, mesmo valor observado no ano de 2016. Em relação ao número de empregados, houve uma queda de 2,3%: em 2017 a representatividade foi de 8,1% contra 8,3% em 2016. A representatividade da renda total dos trabalhadores no setor turístico em relação às demais atividades econômicas foi de 5,5%, uma queda de 1,9% entre os anos de 2016 e 2017.

De acordo com dados complementares do Observatório do Turismo de Minas Gerais, o Estado alcançou em 2017 o maior fluxo turístico desde o início da série histórica ao receber 26,5 milhões de turistas, representando um aumento de 6,1% quando comparamos com 2016. A receita turística direta deixada pelos turistas foi de R$ 16,2 bilhões, representando uma variação negativa de 1,5% ao compararmos também com 2016.

Para o secretário de Estado de Turismo de Minas Gerais, Paulo Almada, os números mostram que o setor está em constante desenvolvimento. “O resultado da RAIS indica o forte potencial que o segmento turístico apresenta na geração de empregos em Minas Gerais. A renda média dos empregados do setor no Estado obteve um aumento maior que no restante da região sudeste, isso demonstra o avanço da cadeia produtiva do turismo mineiro no último ano”, ressalta Almada.