Sérgio Gusmão Suchodolski foi indicado pelo governador para assumir o comando do BDMG - CREDITO: CHARLES SILVA DUARTE

Antes mesmo de tomar posse, dias após ser eleito governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) garantiu que daria total autonomia para as autarquias e estatais mineiras, com influência do Executivo apenas na seleção de pessoas qualificadas para a direção das empresas, de maneira a diminuir a interferência política. Passados 60 dias de sua posse, começam a surgir os primeiros nomes que comandarão os ativos mineiros.

O primeiro confirmado pelo próprio governador foi Cledorvino Belini, como novo presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Ex-presidente da Fiat, o executivo presidiu a montadora localizada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) entre 2004 e 2015.

Belini assume, pela primeira vez, um cargo em empresa estatal. Formado em administração pela Universidade Mackenzie e pós-graduado em finanças, ele possui MBA pela Fundação Dom Cabral e trabalhou na Fiat por 44 anos.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o governador Romeu Zema afirmou que está modificando a gestão pública das estatais mineiras, a começar pela Cemig que, segundo ele, “por muitos anos serviu como cabide de empregos e ferramenta política”.

Belini, por sua vez, afirmou que trabalhará pelo crescimento da companhia. “Farei todo o possível para reposicionar a Cemig no mercado de energia no Brasil, e principalmente para motivar os funcionários, fazer com que os clientes sejam bem atendidos, que zelemos pela segurança global da companhia e, acima de tudo, para dar dividendos aos acionistas”, disse.

Além disso, na última semana, o governo indicou também alguns dos nomes para o conselho de administração da Cemig. Márcio Utsch, ex-CEO da Alpargatas, está entre os indicados e a informação é que o executivo presidirá o conselho da estatal. Utsch comandou a Alpargatas por 15 anos e se aposentou em janeiro aos 60 anos de idade, o limite estatutário.

BDMG – Para o cargo de diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o governo acaba de indicar Sérgio Gusmão Suchodolski. A sugestão, no entanto, ainda requer homologação do Banco Central, em conformidade com a legislação vigente, trâmite que requer prazo de 30 a 60 dias.

De acordo com informações da assessoria, a indicação seguiu os mesmos critérios adotados na escolha dos demais dirigentes do governo de Minas: avaliação de currículos e processo de seleção.

Sérgio Gusmão possui mestrado em Direito pela Harvard Law School, nos Estados Unidos; mestrado nas áreas de Comércio Internacional, Economia e Ciências Políticas pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris, na França; e é bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo.

Ele foi diretor-geral do Novo Banco de Desenvolvimento (New Development Bank) de Xangai, na China; vice-presidente da Continental Grain Company – Arlon Capital Partners, grupo de investimentos com sede nos Estados Unidos; atuou na área de Política Comercial da Embaixada do Brasil em Washington; foi superintendente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); chefe da Assessoria Internacional da Presidência da República; e supervisor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), entre outras funções.

Por fim, Zema deverá anunciar em breve José Tadeu de Moraes como novo presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). Na última semana, funcionários da estatal receberam comunicado do atual presidente, Marco Antônio Castello Branco, informando quem vai substituí-lo no comando da Codemig e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge).

Morais presidiu a Samarco de 2003 a 2011, tendo trabalhado na empresa desde 1982 como trainee. O executivo atuou como diretor de operações da Manabi SA.