Sudeste representa 60% dos financiamentos imobiliários do banco - CRÉDITO:ALISSON J. SILVA

São Paulo/Madri – O Santander Brasil suspendeu os empréstimos para compra da casa própria por meio da linha Pró-Cotista no Sudeste do País, porque os recursos que o banco tinha do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para esse fim já foram usados, segundo documento obtido pela Reuters.

O Santander Brasil havia iniciado em agosto a oferta de empréstimo imobiliário com recursos da Pró-Cotista, financiamento imobiliário mais barato do mercado, com taxa de 8,4% ao ano, mais atualização pela TR.

O banco foi o primeiro de controle privado a operar com essa linha, que vinha sendo acessada apenas por Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.

Como o volume de recursos era limitado, cerca de R$ 60 milhões, o Santander Brasil não fez divulgação ampla do produto. O Bradesco informou que começará a operar a linha Pró-Cotista a partir de janeiro de 2019.

Em material enviado aos agentes imobiliários ontem, o banco afirma que “o recurso do Pró-Cotista destinado ao Santander já foi todo utilizado. Portanto, não receberemos novas indicações para este produto”.

O Sudeste do País representa cerca de 60% dos financiamentos imobiliários do banco privado.

Como alternativa, o Santander Brasil recomendou o uso da outra linha, a Suporte Financiamento, cuja taxa é de 8,99% ao ano.

Consultado pela Reuters, o Santander Brasil afirmou que não iria comentar o assunto.

Investigação – O banco Santander afirmou ontem estar “cooperando totalmente” com autoridades alemãs, após relatos da mídia de que procuradores na Alemanha estão investigando a participação do banco espanhol em um suposto esquema de sonegação de impostos.

A sonegação teria ocorrido por meio de uma estratégia de arbitragem que envolve transações baseadas em ações que pagam dividendos.

O banco espanhol informou que também está conduzindo uma investigação interna.
“Nosso entendimento é que o principal foco da investigação está ligado a certas atividades realizadas, entre 2007 e 2011, por três ex-funcionários, que deixaram nosso grupo há vários anos”, explicou o Santander.

O maior banco da Espanha ainda não encontrou evidências de que executivos seus estivessem envolvidos em atividades do tipo ou de que dirigentes do Santander ou de suas subsidiárias tivessem conhecimento dessas operações, segundo a instituição.

“O Banco Santander não tolera comportamento que não respeite as regras, leis e padrões aplicáveis nos mercados nos quais operamos e, se nossas investigações identificarem falhas de conduta, tomaremos as medidas apropriadas”, afirmou o banco. (Reuters/AE)