O governo de Minas tem sob sua responsabilidade, atualmente, dois aeródromos no interior do Estado: o Aeroporto Regional da Zona da Mata e o Aeroporto Regional do Vale do Aço. Esse último é o único diretamente administrado pelo Estado, por meio de empresa terceirizada, e foi interditado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no último dia 19, devido às más condições da pista. Já o aeroporto na Zona da Mata foi concedido na modalidade parceria público-privado (PPP) em 2014.

No caso do aeródromo da Zona da Mata, a Concessionária Aeroporto da Zona da Mata é responsável por investimentos em conservação e manutenção. Segundo a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), a estrutura atende a todos os requisitos de segurança e, em 2018, foi certificada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A interdição do Aeroporto de Ipatinga pela Anac aconteceu dias depois de a Azul Linhas Aéreas suspender suas operações no local devido a problemas na pista. O Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DEER) já abriu licitação para obras emergenciais com valor de R$ 327,1 mil. Além disso, o Estado busca viabilizar junto ao governo federal recursos de aproximadamente R$ 12 milhões para obras definitivas no local.

Lideranças empresariais e políticas estão mobilizadas para acelerar a reabertura do aeroporto da região, que conta com grandes empresas como Usiminas e Cenibra. O governo do Estado chegou a dar encaminhamento ao processo de concessão do aeródromo, em 2017, mas esse não foi adiante.

Por meio de nota, a Anac informou que há inspeções previstas para ocorrerem em aeródromos de Minas ainda este ano. Tais vistorias serão feitas de acordo com Programa de Inspeção Aeroportuária (Paia) e não devido ao ocorrido em Ipatinga.