O varejo de Belo Horizonte registrou em outubro a terceira alta consecutiva nas vendas, aponta pesquisa da CDL-BH - CREDITO: ALISSON J. SILVA

O Dia das Crianças, segunda data mais importante para o comércio varejista no segundo semestre, ficando atrás apenas do Natal, foi o principal responsável pelo bom desempenho das vendas no comércio belo-horizontino em outubro. De acordo com balanço da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), houve aumento nos níveis de comercialização em todas as bases comparativas: mês anterior, outubro do ano passado e últimos doze meses.


Segundo a entidade, em relação a setembro, as vendas aumentaram 3,53%, sendo a terceira alta consecutiva nessa base de comparação e a melhor já registrada na série histórica. Para o vice-presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva, o incremento se refere ao apelo da data comemorativa e também foi impulsionado pela melhoria nas expectativas da economia com os resultados das eleições.


“Há uma expectativa positiva rondando os consumidores, que já estão indo às compras com maior disposição, embora continuem negociando melhores condições para pagamentos à vista”, explicou.


De maneira complementar, Silva lembrou que o desempenho das vendas do Dia das Crianças geralmente funciona como um termômetro para o Natal, já que se aproxima da data e também possui apelo emocional. “Esse resultado é muito positivo para o varejo e nos mostra que devemos encerrar o ano também com alta nas vendas”, completou.

Leia também:

Estado também tem bom desempenho

Varejo tem retração de 0,4% no País, segundo o IBGE

Crescimento uniforme – Ainda conforme a entidade, todos os setores registraram crescimento nas vendas na comparação mensal. Os destaques ficaram por conta de artigos diversos, que incluem acessórios em couro, brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo, material fotográfico, computadores e periféricos e artefatos de borracha (3,44%); vestuário e calçados (1,92%); material elétrico e de construção (1,84%); supermercados (1,73%); e drogarias e cosméticos (1,61%).


Em relação a outubro do ano passado, os níveis de comercialização aumentaram 1,87%. Nesse caso, conta a melhora de alguns indicadores econômicos, como queda da taxa de juros e a redução da taxa de desemprego, conforme explicou o vice-presidente da entidade. “Com mais renda disponível, as pessoas estão destinando uma parte dos seus recursos para o consumo, o que não vinha acontecendo nos anos anteriores”, disse. Já nos últimos 12 meses, o varejo da Capital apresentou crescimento de 3,09%.


No acumulado do ano, todos os segmentos apresentaram crescimento nas vendas, sendo que a maior alta foi registrada pelo setor de supermercados (3,64%). Os demais segmentos tiveram os seguintes avanços: veículos e peças (3,6%); artigos diversos (2,9%); material elétrico e de construção (2,27%); drogarias e cosméticos (2,09%); móveis e eletrodomésticos (1,96%); papelaria e livrarias (1,54%) e vestuário e calçados (1,3%).


Assim, Silva voltou a frisar que a expectativa é de uma alta da ordem de 3% nas vendas natalinas neste exercício, apoiada no cenário que já se mostra promissor e com os consumidores dispostos a irem às compras. No entanto, ele lembrou que o atraso no pagamento do funcionalismo público estadual e a falta de repasses ao município poderão afetar esse desempenho.