O setor de serviços em Minas Gerais recuou 0,4% em outubro de 2018 na comparação com setembro do mesmo ano, na série com ajuste sazonal. O dado é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, segundo a economista do IBGE, Cláudia Pinelli, reflete a instabilidade econômica vivida pelo País neste ano.


Cláudia ressaltou que outubro manteve a trajetória de queda observada em setembro, quando a variação negativa foi de 0,3% em relação a agosto, e afirmou que esse cenário impossibilita a definição de alguma tendência para o setor,

“Desde o início do ano, os resultados do setor têm se mostrado instáveis. As incertezas econômicas fizeram com que o mês passado (setembro) também apresentasse recuo e agora aconteceu novamente”, disse.


Quanto aos resultados sem ajuste sazonal, o levantamento apontou que, na comparação com outubro do ano passado, houve expansão do volume de serviços em Minas Gerais, com um avanço de 0,9%. No acumulado dos primeiros dez meses do ano, frente a igual período de 2017, foi registrado decréscimo de 0,5%, enquanto a variação acumulada em doze meses foi de -0,8%, representando o 49º resultado negativo consecutivo para o Estado.

Recuperação lenta – Para a economista do IBGE, os resultados acumulados comprovam que o setor ainda não está conseguindo se recuperar. “Embora tenha um aumento em relação ao ano passado, os indicadores acumulados do ano ainda não refletem aumento da capacidade do setor de serviços”, explicou Cláudia Pinelli.

A atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio vem se destacando de maneira positiva e apresentou avanço de 3,1% na comparação com outubro do ano anterior. Junto com o segmento outros serviços, que teve aumento de 34% no volume no mesmo tipo de comparação, conseguiu fazer com que o recuo do setor como um todo fosse menos negativo em Minas.

Apenas duas atividades apontaram variações negativas do volume de serviços no Estado também em relação a outubro de 2017. Os serviços profissionais, administrativos e complementares registraram queda de 5,7% e os serviços prestados às famílias tiveram variação de -4,1%.