Belo Horizonte tem um Carnaval seguro e barato, ‘sem abadás’. Então o que as pessoas querem é ir pra rua, afirmou Chaves do Carmo - Foto: Andre Fossati

A expectativa da rede hoteleira de Belo Horizonte para este Carnaval é de 75% de ocupação, superando em 10 pontos percentuais (p.p) os resultados de 2018. Se antes essa era uma época em que os gerentes dispensavam parte da equipe, agora a organização para o evento começa cedo, com a oferta de pacotes promocionais, confecção de brindes, organização de eventos internos e treinamento de colaboradores.

Em 2018, o público do Carnaval alcançou a marca de 3,8 milhões de pessoas – crescimento de 26% na comparação com a data em 2017, no período de 27 de janeiro a 18 de fevereiro. A folia aqueceu a economia da cidade, levando os setores de hotelaria e alimentação fora do lar a baterem recordes no período. A movimentação financeira entre a sexta-feira de Carnaval, 9 de fevereiro, e a quarta-feira de Cinzas, 14 de fevereiro, alcançou a marca de R$ 641 milhões. A cidade recebeu 173 mil turistas – um crescimento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No setor hoteleiro a movimentação financeira superou os R$ 8 milhões. A taxa média de ocupação foi de 61,18%, aumento de 14,7% em relação a 2017, com pico de 85,14% no dia 11 de fevereiro (domingo). Os dados se referem a 13 meios de hospedagem localizados na região Centro-Sul.

De acordo com a diretora da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Minas Gerais (Abih-MG), Pollyanna Mendes de Sousa, a perspectiva é de que em 2019 o resultado seja ainda melhor. “O Carnaval é um evento consolidado e estamos felizes com o aumento do número de eventos de pré e pós-Carnaval. O verão é uma estação de baixa em Belo Horizonte, que é uma cidade de negócios. Então, o período estendido de Carnaval é muito bom para equilibrar a receita. Esperamos uma ocupação média na cidade, de sexta (2 de março) a quarta (6 de março) de 75%, 10 p.p acima do ano passado”, explica Pollyanna de Sousa.

Bem na rota da folia está o My Place Savassi Hotel Boutique. Segundo o diretor da unidade, Christiano Chaves do Carmo, estar no caminho da festa faz com que os hóspedes fiquem pouco dentro do hotel, mas exige diferenciais no atendimento. A perspectiva é de que a lotação seja completa nos quatro dias como já aconteceu em 2018. Os resultados do Carnaval devem melhorar o desempenho de março entre 15% e 20%, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

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Empreendimentos lançam mão de promoções

“Temos estrutura completa de lazer, mas nesses dias ela não costuma ser tão demandada, a não ser por quem quer relaxar na beira da piscina para recuperar as energias. Belo Horizonte tem um Carnaval seguro e barato, ‘sem abadás’. Então o que as pessoas querem é ir pra rua. Caprichamos no café da manhã e nos preparamos para tirar todas as dúvidas e indicar as melhores atrações para os visitantes”, explica Carmo.

No hipercentro, bem próximo à Praça Sete, o Samba BH tem os quartos com vista para a avenida Afonso Pena disputados pelos hóspedes, que podem curtir os desfiles em uma espécie de camarote particular. Já no segundo Carnaval do empreendimento, inaugurado justamente nessa mesma época em 2018, a expectativa é por 100% de ocupação.

Para o gerente do Samba BH, Leandro Sales, o Carnaval deve incrementar em até 25% a receita do mês, já que as diárias tendem a ficar até 35% mais caras do que no resto do ano. “Estamos muito entusiasmados com o Carnaval, apesar dele ainda estar longe. Acompanhamos a movimentação na hotelaria da região central e alguns já estão sem disponibilidade. Nós ainda estamos negociando pacotes para grupos. Esses dias com os ensaios dos blocos os hóspedes já tem demonstrado interesse. Muitos passam pela recepção em busca de dicas”, afirma Sales.