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Brasília – Em meio às dificuldades do governo na área fiscal, o setor público consolidado (governo central, estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) apresentou superávit primário de R$ 7,798 bilhões em outubro, informou na sexta-feira, 30, o Banco Central. Este é o melhor resultado para meses de outubro desde 2016, quando houve superávit de US$ 39,589 bilhões.

Em setembro, havia sido registrado déficit de R$ 24,621 bilhões e, em outubro de 2017, um superávit de R$ 4,758 bilhões.

O resultado primário consolidado do mês passado ficou acima do teto das estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de déficit de R$ 9,356 bilhões a superávit de R$ 6,3 bilhões. A mediana estava positiva em R$ 2,3 bilhões.

O resultado fiscal de outubro foi composto por um superávit de R$ 10,197 bilhões do governo central (Tesouro, Banco Central e INSS). Já os governos regionais (estados e municípios) influenciaram o resultado negativamente com R$ 3,089 bilhões no mês. Enquanto os estados registraram um déficit de R$ 2,824 bilhões, os municípios tiveram resultado negativo de R$ 265 milhões. As empresas estatais registraram superávit primário de R$ 690 milhões.

Acumulado – As contas do setor público acumulam um déficit primário de R$ 51,523 bilhões no ano até outubro, o equivalente a 0,91% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central.

A meta de déficit primário do setor público consolidado considerada pelo governo é de R$ 161,3 bilhões para 2018.

O déficit fiscal no ano até outubro pode ser atribuído ao rombo de R$ 66,340 bilhões do governo central (1,17% do PIB).

Os governos regionais apresentaram um superávit de R$ 10,865 bilhões (0,19% do PIB) no ano até outubro Enquanto os estados registraram um superávit de R$ 8,575 bilhões, os municípios tiveram um saldo positivo de R$ 2,290 bilhões. As empresas estatais registraram um resultado positivo de R$ 3,952 bilhões no período.

12 meses – As contas do setor público acumulam déficit primário de R$ 84,754 bilhões em 12 meses até outubro, o equivalente a 1,24% do PIB. O déficit fiscal nos 12 meses encerrados em outubro pode ser atribuído ao rombo de R$ 88,874 bilhões do governo central (1,30% do PIB).

Os governos regionais apresentaram um superávit de R$ 392 milhões (0,01% do PIB) em 12 meses até outubro. Enquanto os estados registraram um superávit de R$ 1,397 bilhão, os municípios tiveram um saldo negativo de R$ 1,006 bilhão. As empresas estatais registraram um resultado positivo de R$ 3,729 bilhões no período.

Déficit nominal – O setor público consolidado registrou um déficit nominal de R$ 6,107 bilhões em outubro. Em setembro, o resultado nominal havia sido deficitário em R$ 39,173 bilhões e, em outubro de 2017, deficitário em R$ 30,494 bilhões.

No mês passado, o governo central registrou déficit nominal de R$ 229 milhões. Os governos regionais tiveram saldo negativo de R$ 6,230 bilhões, enquanto as empresas estatais registraram superávit nominal de R$ 353 milhões.

No ano até outubro, há déficit nominal correspondente a 6,49% do PIB, com saldo de R$ 368,769 bilhões.

Em 12 meses até o mês passado, o déficit nominal correspondeu a 6,79% do PIB, com saldo negativo de R$ 464,448 bilhões.

Gasto com juros – No ano até outubro, as despesas com juros somaram R$ 317,246 bilhões (5,58% do PIB). Em 12 meses, as despesas com juros atingiram R$ 379,694 bilhões até outubro (5,55% do PIB). (AE)