O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) denuncia à imprensa a grave falta de infraestrutura no Hospital de Pronto Socorro João XXIII (HPS); unidade da rede FHEMIG, e o descumprimento do acordo homologado judicialmente com a categoria médica, em audiência de conciliação realizada no dia 29 de agosto de 2018.

O último agravante aconteceu nesta quinta-feira, 5 de dezembro, quando parte do teto da entrada da sala dos médicos e funcionários do HPS João XXIII desabou e quase machucou os servidores de plantão. O ocorrido é em virtude da falta de manutenção na sala que já apresentava condições precárias; situação que se repete em todos os setores do hospital.

Imediatamente, os médicos comunicaram o acidente ao Sinmed-MG que já está tomando as providências oficiais para acionar a gestão. Em documento enviado, o sindicato apresenta esse e outros problemas já constatados no hospital e cujas soluções não foram cumpridas, como prevê o cronograma do acordo judicial.

Entendemos que a implantação de ações que preservem a segurança dos médicos e pacientes é urgente e uma vez assinado um acordo, ele deve ser cumprido como forma de respeitar o profissional e a entidade que o representa.

 

Falta de infraestrutura preocupa médicos e sindicato

A situação caótica no HPS João XXIII já vem acontecendo há anos e a luta do Sinmed-MG e da categoria tem sido árdua, apesar de reuniões, mobilizações, paralisações e greve, pouca coisa mudou. Mesmo após firmar acordo homologado os avanços foram pouco.

Infelizmente, o acordo não está sendo cumprido e as condições de trabalho continuam muito precárias. Em visita ao hospital, na segunda-feira, 4 de dezembro, a diretoria do sindicato constatou grandes deficiências na estrutura da instituição. Mesmo acordado na justiça, estão pendentes:

  • não foi feita a reforma completa e a modernização de todos os elevadores, e dois estão inclusive parados no momento;
  • banheiros do hospital continuam precários;
  • alojamento dos médicos continua em condições ruins com um amontoado de camas e um buraco no teto, inclusive o teto da entrada do repouso médico desabou na última chuva do dia 6 de dezembro;
  • sala de estar continua com o  ar condicionado estragado e muito barulhenta, por causa da caldeira próxima;
  • corredores continuam cheios, as macas  viraram leitos do hospital e isso impacta negativamente na questão assistencial;

Em contrapartida, a FHEMIG gasta milhões com a instalação de catracas em todas as portarias, enquanto os servidores e pacientes sofrem com a falta de infraestrutura e melhorias nas condições de trabalho.

O Sinmed-MG espera o apoio da imprensa na solução desta triste realidade e o respeito por parte da gestão, respondendo à entidade e aos médicos acerca do não cumprimento das melhorias para o HPS João XXIII.