Indicador de evolução do número de empregados em Minas apresentou melhora em fevereiro, de acordo com a sondagem - Créditos: REUTERS/Francis Mascarenhas

A Sondagem da Indústria da Construção de Minas Gerais apontou recuo mais intenso da atividade em fevereiro. O indicador de evolução do número de empregados, apesar da pequena melhora em relação a janeiro, continuou abaixo de 50 pontos, sinalizando queda do emprego, de acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

Os construtores esperam avanço do nível da atividade, das compras de insumos e matérias-primas, dos novos empreendimentos e serviços e das contratações nos próximos seis meses. Ressalte-se, contudo, que os empresários do setor reavaliaram negativamente suas expectativas, o que resultou em menor otimismo e expressiva redução da intenção de investir frente à pesquisa anterior.

Desempenho – O indicador de atividade da Construção registrou 44,6 pontos em fevereiro, decréscimo de 1,4 ponto na comparação com janeiro (46,0 pontos). Ao distanciar-se da linha de 50 pontos – fronteira entre queda e aumento – o índice sinalizou retração mais acentuada da atividade. Apesar do recuo, o resultado foi 4,3 pontos superior ao apurado em fevereiro de 2018 (40,3 pontos) e o mais elevado para o mês desde 2013 (49,0 pontos).

O indicador de atividade em relação à usual caiu 5,5 pontos na passagem de janeiro (38,4 pontos) para fevereiro (32,9 pontos) e apontou nível de atividade inferior ao usual para o mês.

Em relação a fevereiro de 2018 (28,6 pontos), o índice avançou 4,3 pontos, e foi o mais alto para o mês em cinco anos.

O indicador de evolução do número de empregados aumentou 1,6 ponto frente a janeiro (40,7 pontos) e marcou 42,3 pontos em fevereiro. O resultado – inferior a 50 pontos – sinaliza queda do emprego. Contudo, o índice cresceu 6,6 pontos na comparação com fevereiro de 2018 e foi o melhor para o mês em cinco anos, mostrando que o recuo do emprego em 2019 foi menos acentuado do que em fevereiro de 2015 a 2018.

Expectativas – Os índices de expectativa demonstram a percepção dos empresários com relação à evolução do nível de atividade, dos novos empreendimentos e serviços, da compra de insumos e matérias-primas e do emprego para os próximos seis meses. Valores acima de 50 pontos apontam expectativas de elevação.

Os empresários da construção esperam, pelo quinto mês consecutivo, avanço do nível de atividade nos próximos seis meses, com índice de 54,5 pontos em março. Contudo, o indicador caiu 6,3 pontos em relação a fevereiro (60,8 pontos), após dois meses seguidos de crescimento. O índice avançou 2,0 pontos frente a março de 2018 e foi o melhor para o mês desde 2013 (54,7 pontos).

Acompanhando a expectativa de elevação da atividade, os empresários da construção projetam aumento das compras de insumos e matérias-primas, conforme índice de 54,5 pontos em março. No entanto, o indicador recuou 4,0 pontos em relação a fevereiro (58,5 pontos), depois de registrar crescimento por dois meses consecutivos. O índice aumentou 3,5 pontos contra março de 2018 (51,0 pontos) e foi o mais elevado para o mês em sete anos.

O indicador de novos empreendimentos e serviços permaneceu, pelo quinto mês sucessivo, acima de 50 pontos, e marcou 54,8 pontos em março. O índice recuou 1,7 ponto frente a fevereiro (56,5 pontos), mas avançou 2,3 pontos na comparação com março de 2018 (52,5 pontos), sendo o maior para o mês desde 2013 (56,0 pontos).

O indicador de evolução do número de empregados (56,1 pontos) mostrou, pelo quarto mês seguido, que os construtores esperam elevação das contratações no curto prazo. Porém, o índice recuou 2,9 pontos na passagem de fevereiro (59 pontos) para março (56,1 pontos), interrompendo uma sequência de cinco aumentos. O resultado foi 4,4 pontos superior ao de março de 2018 (51,7 pontos) e o mais elevado para o mês desde 2013 (57,3 pontos).

Investimento – Após significativo aumento ocorrido em fevereiro, o índice de intenção de investimento recuou 11,0 pontos em março (36,4 pontos), ficando próximo do patamar verificado em janeiro (36,6 pontos). Apesar da queda, o indicador foi o maior para março em cinco anos.

Confiança do empresariado tem queda

O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) caiu 6,7 pontos entre fevereiro (62,9 pontos) e março (56,2 pontos). A despeito da queda, o indicador aponta empresários confiantes há cinco meses consecutivos, ao permanecer acima dos 50 pontos – fronteira entre confiança e falta de confiança.

O índice foi 6,2 pontos superior à sua média histórica (50,0 pontos), 5,4 pontos acima do verificado em março de 2018 e o mais elevado para o mês desde 2012 (62,5 pontos). Ressalte- se, contudo, a perda de ímpeto do indicador em relação aos patamares observados no final de 2018 e nos dois primeiros meses de 2019. O Iceicon nacional também recuou na comparação com fevereiro (63,3 pontos), marcando 59,8 pontos em março.

O Iceicon-MG é resultado da ponderação dos índices de condições atuais e de expectativas, que variam de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos apontam percepção de melhora na situação atual e expectativa positiva para os próximos seis meses, respectivamente.

O índice de condições atuais decresceu 6,1 pontos entre fevereiro (53,4 pontos) e março (47,3 pontos), e voltou a ficar abaixo da linha de 50 pontos. O resultado mostra que os construtores perceberam piora na situação atual dos negócios da sua empresa e da economia do Estado. Contudo, o indicador superou em 2,1 pontos o verificado em março de 2018 (45,2 pontos) e foi o melhor para o mês em sete anos.

O indicador de expectativas dos empresários da construção para os próximos seis meses também caiu frente a fevereiro, em 7,0 pontos, registrando 60,7 pontos em março. Apesar do recuo, o índice apontou empresários otimistas pelo sexto mês seguido, ao permanecer acima dos 50 pontos. O resultado foi 7,2 pontos superior ao de março de 2018 e o mais elevado para o mês em sete anos.