Depois de ter sua nota de crédito elevada, em janeiro, pela Moody’s, a Usiminas recebeu nova avaliação, dessa vez por parte da Standard & Poors, que anunciou a manutenção do rating da empresa como B e perspectiva positiva.

Segundo a agência global de classificação de riscos, depois de dois trimestres com margens voláteis em função, entre outros fatores, da fraca demanda do mercado doméstico, a expectativa da agência com relação à Usiminas é de recuperação gradual das margens nos próximos trimestres, devido ao aumento de preços, ao mix melhor na siderurgia e aos maiores preços do minério de ferro, “o que suportará um novo ciclo de investimentos”.

Entre os grandes investimentos previstos pela companhia para 2019 estão a reforma do alto-forno 3, da Usina de Ipatinga, e a implantação do projeto de disposição de rejeitos a seco na Mineração Usiminas (Musa).

A Usiminas apurou um lucro líquido de R$ 76 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra R$ 157 milhões em igual intervalo do ano passado. O resultado corresponde a uma queda de 81%. No quarto trimestre de 2018, a companhia havia tido lucro de R$ 401 milhões.

No entanto, o Ebitda Ajustado consolidado (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) dos três primeiros meses deste ano foi de R$ 487,5 milhões, ante R$ 363,5 milhões do trimestre anterior, uma alta de 34,1%, excluindo os efeitos não recorrentes. Já a margem de Ebitda Ajustado da companhia atingiu 13,8% no primeiro trimestre contra 10,6% nos últimos meses de 2018, também sem efeitos não recorrentes.

Conforme a empresa, um dos principais destaques no resultado consolidado do período foi a elevação de 25% no volume total de vendas de minério de ferro, que registrou 1,9 milhão de toneladas. Nas vendas de aço, foram registradas cerca de 1 milhão de toneladas, mantendo-se em linha com os números apurados no trimestre anterior. (Da Redação)