Crédito: Divulgação

O município de São Lourenço, no Sul de Minas Gerais, vai receber até o fim do ano uma distribuidora de robôs colaborativos: a Konig Automação. Com R$ 9 milhões de investimento na primeira fase da operação, a empresa vai importar os equipamentos da Europa e da Ásia e oferecê-los para locação no Brasil. A expectativa é de que, em dois anos, atinja a marca de mil robôs instalados e amplie o negócio, incorporando também a produção.

O diretor comercial da Konig Automação, Marcelo Melo, explica que a escolha do município mineiro está ligada à localização estratégica da cidade, uma vez que fica próximo às capitais mineira e paulista, mas também do porto-seco em Varginha, no Sul do Estado. Além disso, ele destaca o potencial turístico da cidade, o que ajudaria na projeção do setor, que tem um lado show business com robôs que servem sorvete e café, por exemplo.

A empresa aguarda o alvará de funcionamento e também negocia com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) concessão de crédito. A primeira fase da operação vai receber R$ 9 milhões de investimento, que serão aplicados em infraestrutura, contratação de pessoal e importação de produto.

“Essa primeira fase deve durar cerca de um ano, quando vamos gerar 50 empregos e locar 100 robôs. Nossa expectativa é de que o primeiro lote de robôs chegue em setembro”, diz.

O diretor afirma que a meta da empresa é trazer a produção dos robôs para São Lourenço, mas para isso o negócio precisa se consolidar, conquistar clientes e torná-los fiéis por meio do serviço de manutenção para, só então, fazer um investimento maior. Segundo ele, a produção em Minas será viável quando a empresa atingir a marca de mil robôs instalados no País, o que ele acredita que deve acontecer em dois anos.

Se depender das perspectivas da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a Konig Automação terá mercado. Segundo a organização, em 2016, os robôs industriais movimentaram US$ 40 bilhões no mundo e a previsão é de que, em 2020, haja 3,5 mil robôs ativos no Brasil.

O modelo de negócios da empresa mineira também a ajudará a crescer rápido, uma vez que ela oferece a locação e não venda dos robôs, como seus concorrentes. Melo explica que há muitos tipos de robôs colaborativos, que são aqueles que auxiliam o homem em algum trabalho ou demanda. A Konig Automação importará, inicialmente, aqueles que comportam 7,5 kg e 15 Kg.

“Vamos trazer os produtos aos poucos para entender o mercado e ir afunilando nossa linha de produtos. Os robôs podem ser utilizados em diversas indústrias como automobilística, farmacêutica e também na agricultura. As funções deles também são diversas: podem abastecer caminhões, fornecer café e substituir o homem em funções repetitivas ou de risco à vida”, detalha.

AUTOMAÇÃO

O robô colaborativo é um robô que pode trabalhar ao lado dos seres humanos em total segurança, diferentemente dos robôs industriais convencionais, que necessitam de isolamento. Eles são a solução ideal para operações repetitivas em pequenos espaços e para aumentar a produtividade de atividades que precisam ser desempenhadas com seres humanos.

Capazes de interagir com seres humanos no chão de fábrica, os robôs colaborativos devem se tornar protagonistas na automação da indústria brasileira. Se a robótica no setor deve evoluir 33% anuais no País até 2020, a expectativa para os chamados cobots é de alta de 71% ao ano até 2021.