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Rio – O Grupo Super Nosso, detentor das redes Super Nosso e Apoio Mineiro, pretende faturar R$ 2,6 bilhões em 2019. Caso se confirme, o resultado será 13% maior do que os R$ 2,3 bilhões alcançados no ano passado.

Para isso, a rede vai investir pelo menos R$ 70 milhões até o fim deste exercício. O montante, mantido nos mesmos patamares dos aportes realizados em 2018, será aplicado, principalmente, na abertura de novas lojas.

As informações são do presidente da empresa, Euler Fuad. O executivo participou da 53ª edição da Convenção Abras, no Rio de Janeiro, e, em entrevista ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, revelou que os investimentos serão aplicados também em sistemas de informatização, processos de gestão e logística de distribuição, todos ancorados na projeção de uma recuperação gradual do consumo das famílias.

“Estamos muito otimistas com 2019. O ano passado foi um período de processos internos de revisão de conceitos. Este será de ações”, definiu.

O projeto de expansão da rede para este exercício prevê a abertura de sete lojas, assim como ocorreu no ano passado. Segundo Fuad, em 2018 foram inauguradas sete unidades, sendo três da bandeira Super Nosso e quatro do Apoio Mineiro.

Dos pontos de vendas previstos para 2019, dois serão abertos no primeiro semestre, ambos do Super Nosso e localizados no Belverede (região Centro- Sul) e no Alphavilhe, em Nova Lima (Região Metropolitana de Belo Horizonte ).

“Estamos confiantes no desenrolar da economia neste exercício, muito embora, o mercado ainda não esteja tão pujante. Sabemos que nosso setor costuma ser o último a entrar numa crise e o primeiro a sair. Mas esta última foi tão dura, que nos atingiu de uma maneira que está dificultando essa recuperação”, justificou.

Por isso, para ele, as redes supermercadistas precisam mostrar flexibilidade, competência e arrojo para superar as perdas da recessão. No caso do grupo, existe uma preocupação em atuar em praticamente todos os segmentos: supermercado, atacarejo, distribuição, lojas de vizinhança e agora até indústria de alimentos.

Tanto que em 2018 e em 2019 o atacarejo Apoio Mineiro, voltado principalmente para as classes C e D, foi e será o destaque em abertura de unidades.

“Apesar dos números do setor serem expressivos, nossos resultados são sempre ancorados no comportamento do consumidor, que nos últimos anos, perdeu a confiança na economia e viu seu emprego e renda serem corroídos. Tudo isso fez e faz com que o consumidor passe por diferentes momentos de compra”, comentou.

Assim, a rede deverá chegar ao fim deste ano com 55 lojas, levando-se em conta as bandeiras Super Nosso, Momento Super Nosso e Apoio Mineiro.

Deste total, o Apoio contará com 22 lojas localizadas na Capital, Contagem, Betim, Lagoa Santa, Sabará e Sete Lagoas.

Já a bandeira Super Nosso – incluindo a Momento Super Nosso – terá 30 lojas concentradas na região Centro-Sul de Belo Horizonte, contando com unidades também na Pampulha e na RMBH.

Também integram o grupo uma indústria, a Raro Alimentos, que manipula carnes e frios com SIF para atender às lojas do grupo, e uma infraestrutura completa de panificação, que produz pães artesanais e alimentos prontos de marca própria para venda nas lojas. E as distribuidoras especializadas DecMinas e DaMinas, que atendem mais de 800 municípios mineiros. Ao todo, são mais de 8 mil funcionários trabalhando na rede.

Ranking – Diante desta estratégia, a Multi Formato Distribuidora S/A, que reúne o Super Nosso, Momento Super Nosso e Apoio Mineiro, além da indústria de alimentação e duas distribuidoras, conseguiu recuperar algumas posições no ranking Abras 2019.

A rede encerrou o ano passado com R$ 2,3 bilhões em faturamento e apareceu em décimo sétimo na lista das maiores redes supermercadistas do País. Um ano antes, o grupo ocupou a décima nona e em 2017 chegou a se encontrar em décimo quinto lugar. Isso representou um incremento de 9,5% no faturamento da rede, já que em 2018 as cifras chegaram a R$ 2,1 bilhões.

*A repórter viajou a convite da Abras