Brasília – O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou na tarde de ontem, no Twitter, que a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) será ministra da Agricultura em seu governo. A confirmação por parte do presidente eleito ocorreu minutos depois de a Frente Parlamentar da Agropecuária ter informado que ela foi indicada pela entidade ao cargo. A FPA também informou que a pasta não será unida ao Ministério do Meio Ambiente, como chegou a ser aventado pela equipe de Bolsonaro.

Após a reunião com Bolsonaro, o vice-presidente da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), não quis antecipar as sugestões da Frente Parlamentar para a política agrícola a partir do próximo ano. “Apresentaremos um documento ao presidente Bolsonaro ainda durante o período de transição”, respondeu.

Mais cedo, o presidente eleito que o número de pastas de seu governo poderá chegar a 18, com a necessidade de a Controladoria Geral da União (CGU) ter de manter status de ministério. Segundo Bolsonaro, essa modificação, por exemplo, “não é pela governabilidade, é para que possamos apresentar resultado”.

A ideia inicial era de que o número de ministérios fosse enxugado para 15. Os números foram ampliados para 17 e, agora, para 18.

MDB – Sobre o aceno feito pelo MDB ao novo governo, Jair Bolsonaro disse que “lógico, é bem-vindo”. Mas se negou a comentar sobre sucessão no Senado, se o PSL daria apoio ao nome de Renan Calheiros (MDB-AL). “O presidente não interfere nas eleições da Câmara e do Senado”, desconversou.

Já o presidente nacional do MDB, senador Romero Jucá (RR), usou as redes sociais para reafirmar a posição de independência do partido em relação ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. “O partido não está conversando e não vai conversar com o novo governo sobre cargos”, disse Jucá. (ABr/AE)