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Todas as versões do Tracker são equipadas com o motor 1.4 16V turbo flex. Moderno, tem injeção direta de combustível, duplo comando de válvulas tracionado por corrente e abertura variável das mesmas, tanto para o conjunto de admissão como o de escape.

Seu torque é de 24,5/24 kgmf às baixas 2.000 rpm e, a potência, é de 153/150 cv às 5.300 rpm, sempre com etanol e gasolina, respectivamente.

O câmbio também é único para todas as versões, sendo automático com conversor de torque e 6 marchas. Ele permite trocas sequenciais no modo manual através de um botão localizado na alavanca de marchas.

Este recurso ajuda em ultrapassagens e em freio motor, mas além de não possuir aletas acopladas ao volante, posição e sistema mais adequados, ele só permite ser acionado quando a alavanca está no modo manual, tornando seu uso indireto e menos confortável.

O conjunto mecânico trabalha em plena harmonia, com trocas suaves e respostas rápidas para este tipo de transmissão. O isolamento sonoro é bem eficiente e só se ouve o motor em acelerações mais vigorosas, mas seu ruído não incomoda.

Estranhamente, este ruído se mostrou mais intenso nas reduções e em freio motor, mas nada que desabone o conforto acústico do modelo.

Além de mais econômicos, motores turbo apresentam pico de torque em baixas rotações e, no Tracker, é possível viajar aos 110km/h às 2.100 rpm, em sexta marcha, garantindo médias de até 16 km/l quando trafegamos da forma mais econômica possível, sempre com gasolina no tanque.

Circulando normalmente, é possível fazer média rodoviária de 12km/l. Na cidade, as médias variaram entre 8 e 10 km/l, dependendo da intensidade do trânsito. Considerando seus 1.413kg de peso, o modelo se mostrou bem econômico.

Conforto – O acerto das suspensões garante conforto e estabilidade de forma equilibrada, mas a altura em relação ao solo é pequena, tornando o modelo mais propício para o asfalto do que para a terra.

A direção elétrica é bem leve em manobras e ganha peso em velocidade, um acerto adequado que, em conjunto com sua boa capacidade de esterço, permite agilidade em manobras de estacionamento e segurança na condução.

O auxilio da câmera de ré com guias gráficas, e o sensor de estacionamento com alerta de movimentação traseira, também facilita muito as manobras em garagens. As dimensões do Tracker estão entre as menores da categoria.

Isso facilita ainda mais na circulação e em manobras, mas falta espaço no banco de trás e no porta-malas, que comporta apenas 306 litros.

Compartimentos nas laterais do mesmo facilitam a acomodação de pequenos objetos. Já o tanque de combustível comporta 53 litros, garantindo uma boa autonomia.

A ergonomia geral é acertada e os bancos são confortáveis. Sentimos falta de um sistema automático para o ar-condicionado. Já a central multimídia funciona com precisão e o espelhamento do celular se mostrou muito útil, permitindo o uso das principais funções dos dois aparelhos, como ouvir o rádio no multimídia e navegar no Google Maps do smartphone ao mesmo tempo. Os controles no volante também facilitaram as operações, pois são de fácil acionamento.

Mercado – O Chevrolet Tracker fechou 2018 com 26.100 unidades emplacadas no Brasil, o sétimo SUV compacto mais vendido, segundo dados fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Neste ano, com 2.714 emplacamentos nos dois primeiros meses, o Tracker caiu para a oitava posição. Todos que venderam mais são modelos fabricados no Brasil e não estão restritos às cotas de importação que limitam a oferta que cada montadora pode disponibilizar ao mercado.

A origem estrangeira também impossibilita à Chevrolet oferecer uma versão do modelo para o público PcD (Pessoa com Deficiência), importante mercado para o segmento.

O Chevrolet Tracker continua sendo uma boa opção de utilitário compacto com motor turbo e preço abaixo dos R$ 100 mil, já que a versão LT é oferecida por R$ 92,59 mil.

Quando chegar a nova geração, nesta faixa de preço, o Tracker será equipado com um motor 1.0 turbo e, provavelmente, as versões com o motor 1.4 turbo já estarão com três dígitos na etiqueta.
Para quem quer, ao mesmo tempo, desempenho e economia de combustível, o Tracker é uma ótima opção. (AV)