Foto: Citroën/Divulgação

A versão de entrada é a Live, oferecida somente com motor 1.6 aspirado e câmbio manual de cinco marchas. Direção elétrica, ar-condicionado integrado à central multimídia, luzes de posicionamento diurno em LED, rodas em aço de 16 polegadas com pneus 205/60 R16 e calota, volante com comandos integrados e regulagem em altura e profundidade, Citroën Connect Radio com tela touch de 7 polegadas, bluetooth e 6 alto-falantes, vidros, retrovisores e travas elétricas, assentos dianteiros reguláveis em altura, banco traseiro com três apoios de cabeça, cintos de três pontos e sistema Isofix, airbags frontais duplos e ABS são os principais equipamentos de série.

A versão intermediária é a Feel. Ela pode ser configurada com o câmbio manual ou com o automático de seis marchas que permite trocas na alavanca, mas não tem aletas atrás do volante. O motor também é o 1.6 aspirado.

A mais que a Live, ela traz faróis de neblina, câmera de ré, rodas em alumínio de 17 polegadas, alarme perimétrico, comando de um toque para todos os vidros e piloto automático. A configuração automática acrescenta controle de estabilidade, assistência de saída em rampas e detector de pressão dos pneus.

A variante Feel Pack ainda acrescenta abertura das portas sem chaves, dois airbags laterais, rodas diamantadas, barras do teto elevadas, volante revestido em material bicolor, sensor de chuva e acionamento automático dos faróis.

A versão de topo de linha é a Shine. Seu motor é o 1.6 turbo e o câmbio é o automático. Além do motor, ela se difere da Feel Pack pelos bancos em material que imita couro e por trazer um sistema de programação do controle de estabilidade que melhora a aderência na neve, na areia e no barro.

Essa versão pode contar com o opcional Shine Pack que equipa o modelo com mais dois airbags de cortina e diversos sistemas de auxílio ao condutor: frenagem automática, alerta de colisão, alerta de saída de faixa, alerta de atenção do condutor e indicação de descanso.

Motores – O motor 1.6 aspirado gera com etanol 122 cv e um torque de 16,4 kgfm a 4.000 rpm nas versões manuais. Quando associado ao câmbio automático, rende 118 cv e um torque máximo de 16,1kgfm a 4.750 rpm.

Suas principais características são: não ter reservatório de gasolina para partida a frio, comando variável de abertura das válvulas, bomba de óleo com pressão variável e coletor de admissão confeccionado em plástico.

O motor turbo THP 1.6 16V bicombustível é capaz de acelerar o C4 Cactus de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos (com etanol) e atingir uma velocidade máxima de 212 km/h. Ele oferece potência máxima de 173 cv (etanol) ou 166 cv (gasolina) e um torque máximo de 24,5 kgfm.

O torque máximo já aparece a 1.400 rpm, permanecendo constante até 4.000 rpm. Suas principais tecnologias são: injeção direta sequencial, turbo compressor do tipo Twin-scroll, cabeçote com dois eixos de comando e 16 válvulas com comando variável, bomba eletrônica de alta pressão, cárter duplo, entre outras.

Rodando – Avaliamos a versão mais equipada, a Shine Pack 1.6 THP. O modelo mostrou ótimo desempenho, entregou muito conforto de marcha, mesmo sendo bem estável. O isolamento acústico é bastante eficiente.

Apenas nas acelerações máximas o barulho do motor invade a cabine. Se no asfalto o C4 Cactus agradou, na estrada de terra e em pequenas trilhas, ele surpreendeu. Mesmo nas partes mais críticas, manteve a tração e em nenhum momento bateu o fundo em lombadas.

Com 22º de anglo de ataque, 32º de ângulo de saída e 225mm de altura livre do solo, ajudado pela programação do controle de estabilidade, seu desempenho no fora de estrada foi além do esperado.

O C4 Cactus é o produto certo para a Citroën recuperar o prestígio perdido e melhorar sua participação no mercado. Para ajudar ainda mais, a marca lançou diversas ações de venda e pós-venda que vão do bônus no carro usado, passando por descontos no seguro e nas manutenções e finalizando na recompra do modelo na ocasião da troca por outro 0 km da própria Citroën. (AV)