A Trust oferece três modelos: microfranquia, miniloja e lojas; taxa de franquia varia entre R$ 3,5 mil e R$ 30 mil - Créditos: DIVULGAÇÃO

A Trust Intercâmbio Cultural e Turismo, atualmente com 26 unidades e presente em 18 cidades, entre elas Belo Horizonte; Pouso Alegre, no Sul de Minas; e Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), pretende dobrar de tamanho em 2019.

A expectativa está calcada não apenas no desempenho da empresa em 2018, quando foi de 14 para 24 unidades, mas nos números gerais do setor. De acordo com o balanço de 2018 divulgado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), o segmento Hotelaria e Turismo cresceu 12,3% no ano passado, enquanto o setor de franquias somou 7,1% de crescimento total.

Segundo a diretora da Trust, Mariana Cardoso, o plano de expansão prevê a abertura de, pelo menos, mais cinco unidades em Minas Gerais. São oferecidas três formas de funcionamento: microfranquia, miniloja e lojas. A taxa de franquia varia entre R$ 3,5 mil e R$ 30 mil.

O segmento de microfranquias é o que mais cresce. São duas modalidades de vendas: intercâmbio e turismo, com um investimento de R$ 3,9 mil, e uma exclusiva de serviços de turismo, por R$ 3,5 mil. A Mini Franquia ou Store in Store é ideal para cidades com até 500 mil habitantes e para empresas como escolas de idiomas, escolas de ensino fundamental e médio, faculdades, despachantes consulares e agências de viagens.

Já a Loja Franquia Trust é ideal para cidades com no mínimo 300 mil habitantes. A estrutura montada deve ser exclusiva para o uso do negócio e segue os padrões arquitetônicos estipulados pela franqueadora, em imóveis entre 25 metros quadrados e 60 metros quadrados, localizada em shoppings e galerias, lojas de rua ou em salas comerciais.

“Minas Gerais é um estado muito grande e com muitas oportunidades. Na própria Capital, onde já estamos, cabem outras unidades da Trust. O intercâmbio que, se antes, era ligado à adolescência, hoje é para todas as idades. Temos programas que recebem alunos a partir dos sete anos. No Brasil, tão jovens assim ainda são raros, mas a partir dos 11 anos já é bastante comum”, explica Mariana Cardoso.

Perfil de público – Uma pesquisa realizada pela Associação das Agências de Intercâmbio (Belta) mostra um crescimento de 23% do setor em 2017, com uma marca inédita de 302 mil estudantes. O público da terceira idade é, na outra ponta, outro que puxa o crescimento.

“Tem muita gente acima dos 70 anos procurando intercâmbio. É um público que agora pode se dar ao luxo de realizar um sonho antigo. Eles querem aprender não só um novo idioma, mas têm interesses profundos e acreditam que sempre é tempo”, analisa a diretora da Trust.

Os destinos também estão se multiplicando. Se antigamente os países de língua inglesa reinavam absolutos, especialmente Estados Unidos e Inglaterra, e se há poucos anos lugares como Nova Zelândia e Malta começaram a despontar, hoje a lista é muito maior. Atualmente, o campeão de procura é o Canadá. Ásia, Japão e China crescem expressivamente e a Rússia gerou interesse antes da Copa do Mundo de Futebol, em 2018.

A Trust oferece programas de estudo em Dubai, Grécia, China, entre outros, prometendo não só o desenvolvimento de uma língua, mas também uma rica imersão cultural, ideal para estudantes em período escolar e profissionais que buscam melhorar o currículo.

“Muitos países facilitam a migração para quem fez intercâmbio lá. Essa pode ser uma boa estratégia para quem tem esse tipo de interesse. Um país muito interessante é a Alemanha. Lá existem várias universidades públicas com vagas para estrangeiros que não são preenchidas. Temos um programa que prepara os candidatos para irem para a Alemanha durante um ano”, pontua.